Plataforma Clínica Global da OMS para COVID-19. Dados para a resposta da saúde pública. Relatório sobre a caracterização clínica da COVID-19 Brasil. Junho 2021

Em resposta à nova pandemia de coronavírus (COVID-19) em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a Plataforma Clínica Global da OMS para COVID-19. O objetivo é fornecer aos estados membros um sistema padronizado de coleta de dados clínicos para caracterizar a história natural da doença, identificar fatores de risco para doença grave e desfechos ruins, descrever intervenções e resultados de tratamento em adultos e crianças e em subpopulações, incluindo gestantes e indivíduos infectados pelo HIV. Este relatório descreve os dados demográficos, a apresentação clínica, a terapêutica, as manifestações clínicas e os desfechos em pacientes hospitalizados por suspeita ou confirmação de COVID-19, que foram relatados à Plataforma Clínica Global da OMS pelas unidades de saúde e partes interessadas no país. 

COVID-19 – Reorganização da rede de saúde na resposta à pandemia

Há diversas experiências nacionais e internacionais em curso de reorganização da rede de serviços de saúde que estão sendo adotadas na resposta à pandemia da Covid-19. Apesar de os desafios serem comuns para os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), a solução é diferente devido ao contexto e aos recursos disponíveis no território.

Para contribuir com o debate e subsidiar a decisão dos gestores,  o Portal da Inovação na Gestão do SUS está reunindo conhecimento e experiências de reorganização dos serviços de saúde, especialmente, sobre a Atenção Primária à Saúde.

Este projeto se divide em duas estratégias: realização de debates virtuais com gestores, acadêmicos e especialistas transmitidos ao vivo para o público do setor saúde, por meio da página web do Portal da Inovação (www.apsredes.org) e do facebook (@inovacaoemsaude), que depois fica o registro gravado. E a segunda atividade,  é a produção de vídeos curtos com relatos de pesquisadores, gestores e especialistas envolvidos diretamente na resposta à pandemia.

O objetivo deste projeto é otimizar a divulgação de boas práticas e de conhecimento técnico de forma oportuna.

Experiências da Atenção Primária à Saúde contra Covid-19 (APS Forte SUS - 2021)

Entrevistas com especialistas

Claunara Schilling Mendonça

Para falar sobre o papel da Atenção Primária à Saúde (APS), a médica e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Claunara Shilling Mendonça, explica sobre a importância do primeiro nível de atenção neste momento de emergência sanitária e fala como está funcionado uma unidade docente de saúde em Porto Alegre.

[quote style=’1′ cite=”]Não vamos vencer essa epidemia pensando e organizando aumento de leitos de UTI e respiradores. A Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil tem papel fundamental por estar dentro de um sistema universal, presente e com capilaridade em todos os municípios brasileiros”, ressalta Mendonça[/quote]

Sergio Minué
O médico e professor da Escola Andaluza de Saúde Pública, Sergio Minué, faz uma análise das lições aprendidas com a epidemia da Covid-19 na Espanha. Entre as principais recomendações estão a proteção dos profissionais de saúde, a reorganização da Atenção Primária à Saúde e uma atenção especial para as demandas de saúde mental da população. [quote style=’1′ cite=”]“A epidemia de Ebola nos mostrou que os sistemas com APS Fort e são os que melhores respondem as epidemias”, disse.  “APS deve está centrada nas necessidades de saúde da comunidade e não das pessoas”, completa Minué[/quote]
Ardigò Martino

O professor estrangeiro na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ardigò Martino, formado na Universidade de Bolonha, na Itália, afirma que os países não devem subestimar a doença e pontua o papel da APS no território para a resposta à emergência. Martino explica como a Itália, especialmente na região mais afetada ao norte do país, está organizando a APS para enfrentar a Covid-19.

[quote style=’1′ cite=”]“Primeiramente, não pode subestimar. A Itália subestimou e muitos países subestimaram. Essa doença é um túnel do tempo, você tem a possibilidade de ver o que acontecerá no seu país em algumas semanas e todos os países devem aproveitar essa oportunidade”, alerta Martino[/quote]

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