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COVID-19 – Reorganização da rede de saúde na resposta à pandemia

Há diversas experiências nacionais e internacionais em curso de reorganização da rede de serviços de saúde que estão sendo adotadas na resposta à pandemia da Covid-19. Apesar de os desafios serem comuns para os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), a solução é diferente devido ao contexto e aos recursos disponíveis no território.

Para contribuir com o debate e subsidiar a decisão dos gestores,  o Portal da Inovação na Gestão do SUS está reunindo conhecimento e experiências de reorganização dos serviços de saúde, especialmente, sobre a Atenção Primária à Saúde.

Este projeto se divide em duas estratégias: realização de debates virtuais com gestores, acadêmicos e especialistas transmitidos ao vivo para o público do setor saúde, por meio da página web do Portal da Inovação (www.apsredes.org) e do facebook (@inovacaoemsaude), que depois fica o registro gravado. E a segunda atividade,  é a produção de vídeos curtos com relatos de pesquisadores, gestores e especialistas envolvidos diretamente na resposta à pandemia.

O objetivo deste projeto é otimizar a divulgação de boas práticas e de conhecimento técnico de forma oportuna.

Cobertura Debate

A pessoa que fuma, ao entrar em contato com a Covid-19, torna-se ainda mais vulnerável, com 45% mais chances de sofrer complicações de saúde. A ciência explica que o cigarro não produz um efeito protetor contra a Covid-19, pelo contrário, aumenta a produção de uma célula que facilita a penetração do coronavírus nos pulmões, favorecendo a infecção e aumentando os riscos de complicações com a Covid-19.

Gestores públicos e privados veem a regulação do acesso aos leitos e a frágil regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) como desafios a serem superados antes da instituição de uma fila única para utilização de leitos de UTI no país. Porém os especialistas concordam que há espaço para outros tipos de acordos entre os setores para ampliar a capacidade de utilização de leitos privados na resposta à Covid-19, como ocorreu na Austrália, México, Costa Rica e Itália.

Comunicação com a comunidade, diálogo com as periferias e isolamento centralizado. Experiências inovadoras, desenvolvidas no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro, são exemplos de como é possível reposicionar a Atenção Primária à Saúde (APS) para fortalecer o vínculo e o cuidado durante a pandemia. Enquanto a maioria das respostas à Covid-19 estão focadas na atenção hospitalar, estas iniciativas demonstram a potencialidade da APS para atuar junto às populações mais vulneráveis.

Aagilidade na gestão administrativa e a inserção na sociedade civil faz das Organizações Sociais de Saúde (OSS) uma ferramenta oportuna que está sendo utilizada pelo setor público na resposta à Covid-19, segundo a avaliação dos especialistas que participaram do debate virtual que discutiu a atuação das OSS no enfrentamento da pandemia. Os debatedores reconheceram, porém, que o mal uso desta ferramenta de gestão pode criar efeitos perversos e contrários à política e ao modus operandi das OSS, que devem gerar valor público de saúde e não lucro empresarial.

Situações emergenciais como a pandemia, que exigem a contratação de um grande número de profissionais, expõem gargalos na área de recursos humanos em saúde, como a insuficiência de mão de obra. Enquanto algumas regiões do país concentram a grande maioria dos profissionais de saúde, outras, não conseguem atender à demanda. A constatação é de especialistas que discutiram o assunto nesta quinta-feira (07/05), durante o debate virtual Desafios no mercado de trabalho em saúde em tempos de pandemia.

Mudanças no modo de atender as pessoas, com a expansão de tecnologias como teleatendimento, fazem parte das estratégias adotadas em Florianópolis – SC para fortalecer a atuação da Atenção Primária à Saúde (APS) durante a pandemia. Para evitar aglomerações e reduzir o risco de contágio nas unidades de saúde, os profissionais usam ferramentas alternativas, como a troca de mensagens com os pacientes via celular.

Diante da inexistência de tratamento ou vacina com eficácia comprovada para a Covid-19, especialistas das áreas da saúde e da economia defendem a manutenção do isolamento social para preservar a vida dos brasileiros, advertindo que seria “uma catástrofe” abandonar esta estratégia. Este foi um dos pontos levantados durante o debate Desafios para o Brasil diante da Pandemia Covid-19, realizado no ambiente virtual do Portal da Inovação. Os debatedores apontaram a necessidade do aporte de recursos públicos para enfrentar a pandemia e os efeitos econômicos e sociais da crise que o país atravessa.

A quarentena está funcionando. Sem quarentena nós estaríamos vivendo o que Nova Iorque está passando agora, o que Espanha já viveu, sem lugar para enterrar os mortos”, ressaltou o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), durante o debate virtual promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Portal da Inovação na Gestão da Saúde, na última quinta-feira (09/04).

Entrevistas

Claunara Schilling Mendonça

Para falar sobre o papel da Atenção Primária à Saúde (APS), a médica e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Claunara Shilling Mendonça, explica sobre a importância do primeiro nível de atenção neste momento de emergência sanitária e fala como está funcionado uma unidade docente de saúde em Porto Alegre.

Não vamos vencer essa epidemia pensando e organizando aumento de leitos de UTI e respiradores. A Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil tem papel fundamental por estar dentro de um sistema universal, presente e com capilaridade em todos os municípios brasileiros”, ressalta Mendonça

Ardigò Martino

O professor estrangeiro na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ardigò Martino, formado na Universidade de Bolonha, na Itália, afirma que os países não devem subestimar a doença e pontua o papel da APS no território para a resposta à emergência. Martino explica como a Itália, especialmente na região mais afetada ao norte do país, está organizando a APS para enfrentar a Covid-19.

“Primeiramente, não pode subestimar. A Itália subestimou e muitos países subestimaram. Essa doença é um túnel do tempo, você tem a possibilidade de ver o que acontecerá no seu país em algumas semanas e todos os países devem aproveitar essa oportunidade”, alerta Martino

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