Sergio Minué

Sergio Minué

O médico e professor da Escola Andaluza de Saúde Pública, Sergio Minué, faz uma análise das lições aprendidas com a epidemia da Covid-19 na Espanha. Entre as principais recomendações estão a proteção dos profissionais de saúde, a reorganização da Atenção Primária à Saúde e uma atenção especial para as demandas de saúde mental da população.

Quais as lições aprendidas da epidemia de Covid-19 na Espanha?

“A epidemia tem se comportado na Espanha como uma infecção fundamentalmente hospitalar e transmitida por profissionais, por duas razões: mais da metade tem se produzido na residência de adultos maiores e nos hospitais. Em segundo lugar, entre os casos produzidos, cerca de 15% dos infectados são profissionais de saúde, um dos mais altos do mundo. Nesse sentido eu faria várias recomendações, mas é imprescindível que os profissionais de saúde estejam bem protegidos com equipamentos de proteção profissional ou individual. Em segundo lugar, todos os elementos do sistema sanitário são imprescindíveis para atender a pandemia, certamente os hospitais e as unidade de cuidados intensivos, mas a Atenção Primária à Saúde também é tão importante ou mais, porque tem que fazer o papel de detecção precoce de casos, de seguimento e acompanhamento nas fases finais da morte. E por último, eu destacaria o papel imprescindível da saúde mental. O dano que isso vai produzir, não somente nas famílias das pessoas mortas, mas como em toda sociedade. É necessário dar uma resposta a todas essas necessidades de saúde também”, aponta o médico e o professor da Escola Andaluza de Saúde Pública, Sergio Minué.

Na fase de transmissão comunitária de epidemias, qual o papel da APS?

Para o médico e professor da Escola Andaluza de Saúde Pública, Sergio Minué, sistemas de saúde com APS Forte é mais eficiente na resposta às emergências sanitárias.

“A epidemia de Ebola nos mostrou que os sistemas com APS Fort e são os que melhores respondem as epidemias”, disse.  “APS deve está centrada nas necessidades de saúde da comunidade e não das pessoas”, completa Minué.

 

O que mudou  na APS durante a emergência sanitária na Espanha?

Covid-19 e APS – “Os centros que continuaram abertos da APS (na Espanha), o objetivo fundamental foi de reduzir o contato presencial. Para isso qualquer necessidade de saúde demandada pela população era realizada uma chamada telefônica e em alguns lugares atendimentos por vídeos”, explica o médico e o professor da Escola Andaluza de Saúde Pública. Assita a entrevista para mais informações sobre como foi feita a triagem dos pacientes na APS

Quais as principais diferenças da APS da Espanha e do Brasil?

“A APS na Espanha está muito limitada na diversidade de perfis dos trabalhadores da APS. Aqui nos temos a figura do médico de família e enfermeiros.  No Brasil, a APS tem uma diversidade de perfis profissionais e eu destacaria o papel que pode desempenhar o Agente Comunitário de Saúde”, destaca o médico e o professor da Escola Andaluza de Saúde Pública, Sergio Minué.

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