É com entusiasmo que o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão
da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
(DEGES/SGTES/MS), com o apoio da Representação da Organização Pan-Americana
da Saúde/Organização Mundial da Saúde no Brasil, apresenta os resultados do Laboratório
de Inovação em Educação na Saúde com foco em Educação Permanente em Saúde (EPS). A
iniciativa identificou e reconheceu experiências inovadoras e exitosas que potencializam e
articulam os elementos da EPS no território, investindo em processos que produzem mudanças
na organização dos processos de trabalho e na qualificação de trabalhadores(as) e
profissionais de saúde em todo o Brasil.
Ao longo de um ano, o Laboratório de Inovação possibilitou a identificação de práticas
que demonstraram a capacidade de operacionalizar o conceito de Educação Permanente
em Saúde e tornou possível observar a materialização da Política Nacional de Educação
Permanente em Saúde (PNEPS) no Sistema Único de Saúde (SUS), instituída há 14 anos. Foi
uma excelente oportunidade para uma aproximação mais horizontal entre gestores(as), trabalhadores(
as), profissionais da Saúde, estudantes e comunidade com o objetivo de discutir
os desafios e compartilhar os avanços dos processos de EPS, essenciais para a resposta
oportuna e resolutiva do setor às necessidades de saúde da população.

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Eixo 1 – Integração Ensino-Serviço-Comunidade

Ao destacar a articulação entre o potencial formativo dos serviços
de saúde e a capacidade de reflexão e redefinição das práticas fomentada pelas instituições de ensino, o eixo ensino-serviço-comunidade é um componente fundamental para efetivação da Educação Permanente em Saúde. As experiências selecionadas nesse eixo mostram a importância da construção de espaços de aprendizagem a partir de três instâncias interligadas: instituições de ensino, seus docentes, pesquisadores(as) e estudantes; serviços de saúde, bem como gestores(as), profissionais e trabalhadores(as) que neles atuam; e a comunidade, usuários(as) do Sistema Único de Saúde (SUS) e cidadãos(ãs)..

Eixo 2 – Educação e Práticas Interprofissionais

Enquanto modalidade educacional orientada pela aprendizagem compartilhada entre estudantes e profissionais de diferentes áreas da
saúde, a Educação Interprofissional tem como propósito o desenvolvimento de competências para o trabalho em equipe, realizado de forma integrada e colaborativa. Nesse sentido, as práticas são baseadas no estabelecimento de parcerias entre profissionais de saúde, na promoção da interdependência, no compartilhamento de princípios norteadores e no equilíbrio de atuação entre os diversos segmentos da área da saúde. No diálogo entre os sistemas educacional e de saúde, o tema tem ganhado importância no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e se aproximado cada vez mais dos pressupostos da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS).

Eixo 3 – Gestão da Política de Educação Permanente em Saúde

Experiências marcadas pela capacidade de formular, implementar
e avaliar a Política de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) nas
áreas técnica, financeira e administrativa, bem como o desempenho
nos níveis municipal e estadual. Essas são as finalistas do eixo Gestão da Política de Educação Permanente em Saúde, que abarca ações educativas direcionadas aos processos de trabalho e seus desafios. A meta é avaliar a PNEPS e transformar cotidianamente as práticas, sempre com foco no atendimento às necessidades da população e dos sistemas de saúde.

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