Evento realizado em Brasília debate iniciativas de formação e qualificação profissional voltadas ao fortalecimento da vigilância em saúde em todo o país.
Brasília sediou, nesta terça-feira (2), a abertura do Seminário Nacional de Experiências Educacionais em Epidemiologia Aplicada aos Serviços de Saúde do SUS. O encontro reúne representantes de instituições de ensino, gestores, profissionais de saúde e outros trabalhadores(as) e especialistas de diferentes regiões do país para compartilhar experiências de formação em epidemiologia voltadas ao fortalecimento da vigilância em saúde e da capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao longo de dois dias de programação, o seminário promove debates sobre iniciativas desenvolvidas pela união, estados, municípios, universidades e outras instituições, abordando temas como formação acadêmica, epidemiologia de campo, educação permanente e o uso da epidemiologia na gestão e na tomada de decisão em saúde.
Na abertura do evento, a diretora substituta do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente (Daevs), Vivian Gonçalves, destacou que o Laboratório de Inovação em Saúde – Iniciativas Educacionais em Epidemiologia Aplicadas aos Serviços de Saúde do SUS (EpiLab) nasceu da necessidade de identificar, valorizar e dar visibilidade às experiências exitosas já desenvolvidas nos territórios. Segundo ela, a iniciativa foi concebida como um espaço de aprendizado coletivo e intercâmbio de conhecimentos entre profissionais e instituições de todo o país. “Todas as vezes que conseguimos reunir pessoas vindas de todas as regiões para apresentarem suas experiências são momentos muito ricos de aprendizado e de fortalecimento das nossas ações, porque é nesses momentos que conseguimos ver o que realmente está funcionando e em que podemos nos inspirar para aprimorar as políticas públicas”, afirmou.
Representando a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, o coordenador de Emergências, Arboviroses e Inteligência em Saúde, Alexander Rosewell, ressaltou a importância da formação permanente para ampliar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. “A diversidade das experiências que veremos nestes dois dias é a prova de que a epidemiologia aplicada é uma das ferramentas mais importantes para a tomada de decisão baseada em dados e para a melhoria da saúde da população”, destacou.
A representante da Comissão de Epidemiologia da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Ana Paula Muraro, também enfatizou a necessidade de fortalecer a formação em epidemiologia alinhada às demandas do SUS e às realidades dos territórios. “As experiências apresentadas mostram a importância de uma formação em epidemiologia articulada com a realidade dos territórios e comprometida com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde”, afirmou.
As atividades incluem apresentações de experiências relacionadas à formação de profissionais para atuação nos serviços de vigilância em saúde, programas de residência, cursos de especialização, iniciativas de educação continuada, qualificação em análise de dados e epidemiologia aplicada, além de projetos voltados ao fortalecimento da gestão do SUS.
Certificação
Um dos destaques da programação foi a certificação de 40 iniciativas educacionais selecionadas por sua relevância, inovação e contribuição para o fortalecimento da vigilância em saúde. Ao comentar a certificação, Vivian Gonçalves destacou que o reconhecimento valoriza o trabalho realizado nos territórios e contribui para fortalecer a implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS). “Esse é o momento mais feliz, quando podemos reconhecer iniciativas que fortalecem a vigilância em saúde. Espero que todos saiam daqui levando também a importância da implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde, porque a formação em epidemiologia voltada aos serviços tem um papel fundamental nesse processo”, ressaltou.
A programação segue até quarta-feira (3), reunindo representantes das cinco regiões do país para compartilhar experiências e discutir estratégias para o fortalecimento da formação em epidemiologia no âmbito da vigilância em saúde. O EpiLab representa uma oportunidade de ampliar a cooperação entre instituições e consolidar uma rede de troca de conhecimentos capaz de inspirar novas iniciativas em todo o país.
João Moraes
Ministério da Saúde