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Seis países participam do Laboratório de Inovação Regional do setor privado da saúde

24/05/2013 – A partir de junho será realizada uma radiografia do setor privado da saúde em seis países da América Latina (Brasil, Chile, Colômbia, Argentina, Uruguai e Costa Rica) para saber a extensão da cobertura, perfil dos beneficiários, mecanismos de regulação e identificação de experiências inovadoras em torno de práticas de promoção da saúde, prevenção de riscos e doenças, envelhecimento ativo e gestão de doenças crônicas. O trabalho será desenvolvido no âmbito do Laboratório de Inovação Regional do Setor Privado da Saúde, desenvolvido pela Opas Brasil, pelo escritório central da Opas em Washington e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Entre os resultados deste trabalho, teremos uma análise do setor privado desses países, que vem expandido progressivamente suas carteiras. Queremos identificar práticas inovadoras voltadas para as necessidades de saúde da população, como por exemplo, o cuidado de beneficiários com doenças crônicas, ultrapassando assim a relação de compra e venda de serviços”, explica Renato Tasca, assessor do escritório da Opas em Washington, responsável pelo projeto.  Além do estudo de caso sobre o setor em cada país, o Laboratório produzirá uma análise comparativa entre os países selecionados, indicando as principais oportunidades e riscos para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

No Brasil, parte deste levantamento está sendo produzido pelo Laboratório de Inovação em Saúde Suplementar (Leia mais) que estuda as características de 188 programas de prevenção de doenças e promoção da saúde, aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.   “Temos certeza de que a experiência brasileira trará contribuições importantes para qualificar os programas nacionais. O Laboratório Regional permitirá uma análise comparativa do modelo de atenção a saúde nos diferentes países estudados” explica Alberto Ogata, coordenador dos dois laboratórios, o do Brasil e o Regional. “Trata-se da primeira iniciativa de utilização da metodologia dos laboratórios de inovação em escala regional, a partir das experiências exitosas no Brasil. Assim, será precedida de uma avaliação da metodologia em escala multi-país”, conta Ogata.

Está prevista para o fim do ano, a realização de um workshop para validação do trabalho, com os representantes dos países selecionados e a divulgação do conhecimento por meio do Portal da Inovação na Saúde, com publicação dos resultados on-line em Português e Espanhol.

Por Vanessa Borges, Portal da Inovação em Saúde

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