O prefeito de Teresina, Firmino Filho, recebeu hoje (27), no Palácio da Cidade, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pesquisadores da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), que estão na cidade com o objetivo de acompanhar e sistematizar as transformações que estão ocorrendo na saúde da capital, além de também dar visibilidade para práticas que respondam de forma inovadora para problemas comuns da saúde.

“Nossa história de fortalecimento da Atenção Básica em Teresina já tem duas décadas. Começamos levando as Equipes de Saúde da Família para os bairros mais afastados. No primeiro momento nós tivemos um impacto muito significativo nos indicadores da saúde da nossa população. Nós começamos com três equipes em 1994, hoje são 265 equipes e 90 Unidades Básicas de Saúde, melhorando sensivelmente os indicadores da cidade”, disse o prefeito Firmino Filho.

O prefeito explica que as UBS são a porta de entrada e a forma mais estrutural da saúde da capital. “Com isso novos desafios aparecem, para que de fato possamos promover qualidade de vida e prevenir doenças. Os desafios de construirmos toda uma rede de retaguarda de média e alta complexidade que dê vazão as demandas a partir da atenção básica. Claro, ainda estamos em construção e continuamos a enfrentar desafios”, comenta Firmino Filho. “Já reformamos 75 das nossas Unidades Básicas, informatizamos todas e estamos construindo o novo laboratório de análises. Enfim, o desafio é dar passos importantes na direção correta. A construção da saúde pública não é uma obra fechada, é um processo no qual sempre precisaremos avançar para que tenhamos ganhos na saúde coletiva”, disse o Prefeito.

A visita da OPAS e ABRASCO à Teresina segue até dia 29 de março, e é uma etapa do Laboratório de Inovação em Atenção Primária à Saúde (APS Forte) da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O técnico Renato Tasca explicou que o objetivo da visita é conhecer o trabalho de Teresina, que ele considera como pioneiro na Atenção Básica e no Sistema Único de Saúde. “Aqui há uma acumulação de conhecimento devido a gestores dedicados e estabilidade na governança da cidade. O resultado de tudo isso é a capacidade da cidade de se organizar, mesmo em um contexto difícil, com demanda muito grande e difícil de contornar e com população às vezes muito carente. Isso que a torna diferente de outras cidades do país, que são mais problemáticas no que tange à saúde pública”, afirma ele.

O técnico diz ainda que no SUS sempre existirão problemas. “Mas aqui é um exemplo que mesmo com dificuldade financeira e circunstâncias epidemiológicas complexas conseguem-se respostas. Notamos também uma energia em contornar os problemas e resolvê-los. E o principal de todos para nós que é a estratégia principal de sempre fortalecer a atenção básica e o programa estratégia da família, que nós acreditamos ser a estratégia central para sustentar o Sistema Único de Saúde do Brasil”, observa Renato Tasca. “Sempre todos podemos melhorar, não existem receitas mágicas, o orçamento de Teresina não pode crescer mais para saúde, já está chegando no limite do que se pode fazer na gestão municipal. Mas as outras esferas governamentais também poderiam contribuir com mais recursos, que com a gestão que temos hoje em Teresina pode ser uma boa estratégia. O importante é analisarmos a progressiva melhora, e hoje vocês estão de parabéns devido à análise que fizemos das últimas décadas”, finaliza o representante da OPAS.

Após reunião com o prefeito Firmino Filho, os representantes da OPAS e pesquisadores da ABRASCO foram ao Centro de Diagnóstico Dr. Raul Bacellar, laboratório de análises clínicas da Prefeitura de Teresina. O laboratório municipal atua tanto na atenção básica em saúde como também na rede hospitalar. Além de realização de exames para diagnóstico dos mais variados tipos de doenças, o laboratório é também um grande processador de dados de saúde imprescindíveis ao gerenciamento das ações estratégicas em saúde pública do Piauí.

Atualmente o Laboratório Raul Bacellar conta com uma equipe de 136 colaboradores nas mais diversas áreas, como administrativa, técnica laboratorial e bioquímica. Em 2018, foram realizados 2.461.172 exames, englobando as áreas de bioquímica, hematologia, imunologia, hormônios, sorologia, citologia oncótica, urinálise, parasitologia, baciloscopia, TRM e cultura para tuberculose.

Os postos de coleta das Unidades Básicas de Saúde estão todos informatizados. O usuário pode imprimir os resultados na própria unidade ou acessá-los em qualquer computador. Para que o paciente visualize seu exame basta acessar o site da FMS através do endereço http://fms.teresina.pi.gov.br/resultados_de_exames ou ainda pelo site www.pulsesaude.com.br . “Quando ele sai da sala de coleta ele recebe um usuário (localizador) e senha para que possa ter acesso ao resultado de seus exames. É fácil e rápido e faz com que o paciente não precise ir à unidade de saúde várias vezes ver se seus exames estão prontos. O paciente ainda pode imprimir o resultado, de casa, ou na própria unidade de saúde”, afirmou Evelma Vasconcelos, diretora do Raul Bacellar.

 

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