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Perspectivas do novo coordenador da área de Sistemas e Serviços de Saúde da OPAS no Brasil

O novo coordenador da Unidade Técnica Sistemas e Serviços de Saúde da Opas Brasil, o médico Gerardo Alfaro, tem ampla experiência em sistemas e serviços de saúde. Atuou por 13 anos na Caixa Costariquense de Segurança em Saúde (CCSS), especialmente quando houve a reforma da saúde naquele país, entre 1994 e 1998, além de trabalhar por 14 anos em três países diferentes como funcionário da Opas. Médico com especialização em Medicina Familiar e Comunitária e mestrado em Gestão do serviços da saúde e especialista em Avaliação Econômica e Social de Projetos, Alfaro assumiu o cargo na Opas Brasil há três meses.

Em 2000, Gerardo Alfaro inicia a trajetória profissional na OPAS na representação da República Dominicana, período em que foi implementado o Sistema Dominicano de Segurança Social e o modelo de saúde familiar. Já no escritório da Opas na Colômbia, Alfaro atuou na área de qualidade e segurança do paciente e com modelos de gestão em serviços de saúde. Em El Salvador, contribuiu para a reforma de saúde do país. “Tive a oportunidade e privilégio de trabalhar bem próximo da ministra da Saúde, a Dra. Maria Isabel Rodriguez, no momento em que ela conduziu a reforma do sistema, em que colocou a saúde como Direito e as pessoas no centro de todos os esforços do governo”, conta.

Sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Gerardo Alfaro reconhece que a política brasileira sempre será um caso exitoso para outros países. “O SUS coloca no centro da agenda de trabalho as pessoas e os princípios de saúde como Direito. As políticas são construídas por consenso em decisões tripartite, um processo bem democrático, considerando o tamanho do país e todas as suas diversidades”, ressalta. Sobre a oferta da Cooperação Técnica com o país , Alfaro reafirma o compromisso em trabalhar com as prioridades nacionais, mas pontua o tema das Redes de Atenção em Saúde como desafio a ser superado pelo sistema. “O modelo de Atenção tem espaço para continuar desenvolvendo um enfoque mais integral às Redes de Atenção à Saúde, especialmente entre a comunicação e a coordenação entre os níveis de complexidade”, diz.

Para Alfaro, a estratégia dos Laboratórios de Inovação pode ser uma ferramenta para impulsionar a Cooperação Técnica com o governo brasileiro. Ele acredita no potencial dos laboratórios de inovação para a troca e intercâmbio de conhecimentos entre as experiências locais e que respondem a desafios comuns vivenciados pelos gestores do SUS. Alguns temas já tratados pelos Laboratórios ainda não foram esgotados, na sua opinião, como a questão da governança, da gestão dos serviços de saúde, do modelo de atenção centrado nas família e na pessoas com participação comunitária. Um passo adicional, na visão do coordenador, que pode ser dado pelos laboratórios, é não esgotar os esforços na publicação dos resultados, mas sim, transformar em um processo de cooperação horizontal, entre municípios, estados e países. “Os Laboratórios de Inovação podem facilitar o processo de cooperação horizontal entre municípios, estados e países. Mas para isso, a Opas Brasil deve assumir essa ferramenta de forma mais programática com outras unidades técnicas”, defende.

Assista o vídeo com os principais pontos da entrevista.

 

 

 

Por Vanessa Borges, para o Portal da Inovação em Saúde

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