Organização Mundial da Saúde disponibiliza o primeiro relatório da Plataforma Clínica Global Covid-19 com o resultado dos estudos desenvolvidos no Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com Estados membros, instituições de saúde e outras entidades, desenvolveu a plataforma para a coleta de dados clínicos relativos às hospitalizações suspeitas e confirmadas de Covid-19 no mundo. O sistema padronizado de coleta de dados clínicos anonimizados serve para identificar as principais características clínicas e fatores prognósticos dos casos de hospitalização por suspeita e confirmação de Covid-19. A OMS disponibilizou o primeiro Relatório sobre as características clínicas na Covid-19 Brasil 2021 como resultado dos estudos da plataforma global desenvolvidos no Brasil.

A plataforma descreve intervenções e desfechos clínicos (mortalidade, tempo de internação) por grupos populacionais (crianças, adultos, gestantes e populações com coinfecções, comorbidades etc.) e identifica as intervenções clínicas, facilitando o planejamento operacional global e dos países durante a pandemia e pós-pandemia de Covid-19, além de fortalecer uma rede de instituições e pesquisadores para a produção de conhecimento sobre a Covid-19 na média e alta complexidade assistencial.

O Brasil é um dos países que mais contribuiu com o estudo global, que visa identificar as intervenções clínicas realizadas, os desfechos dos casos hospitalizados e acompanhar o impacto da doença nos pacientes. A iniciativa foi coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS Brasil) em parceria com o Ministério da Saúde, 8 instituições hospitalares, integrando 53 hospitais públicos do país.

 

Perfil das hospitalizações por Covid-19 no Brasil

 

 

Segundo o Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), intitulado “Report on the clinical characterization of COVID-19 Brazil”, as infecções por Covid-19 foram mais severas em fumantes hospitalizados no Brasil. O documento reúne informações clínicas anonimizadas de 19.474 pacientes hospitalizados pela Covid-19, no período de janeiro/2020 a março/2021. Além da severidade do tabagismo, o relatório indica que hipertensão, obesidade, diabetes e asma estão entre as cinco condições crônicas com maior proporção de casos em pacientes internados pela Covid-19 em 38 hospitais brasileiros, que fazem parte da plataforma global da OMS.

A população do sexo masculino representa 60,4% das internações hospitalares e a média de idade dos pacientes internados foi de 58,9 anos. Com referência à faixa etária, do total de pacientes hospitalizados com Covid-19, 32,6% são da faixa etária de 46-65 anos de idade, seguido de 22,9% (> 75 anos), 20,3% (66-75 anos), 19,6% (19-45 anos) e 4,5% (0-18 anos). Sobre o grau de gravidade da doença nos pacientes internados, em todas as faixas etárias, quase a totalidade dos casos foram classificados como graves ou críticos. Entre os medicamentos utilizados na internação, destacam-se os antibióticos, corticosteróides e anticoagulantes.

Com relação ao desfecho por óbito dos pacientes hospitalizados, 50,74% dos que necessitaram de UTI vieram a óbito por complicações da Covid-19, enquanto dos que não necessitaram de UTI correspondem a 12,64% de óbitos. As instituições participaram do processo de mineração dos dados, coleta de dados anonimizados, análise e alimentação da Plataforma da OMS.

 

 

Para saber mais, acesse: https://apsredes.org/plataforma-global-de-dados-clinicos-covid-1/

 

 

 

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