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OPAS apoia países em estudo da condição pós-COVID-19 e na elaboração de diretrizes para atenção aos pacientes

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Washington D.C., 23 de junho de 2022 (OPAS)—A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está apoiando seus Estados Membros a compreender melhor a condição pós-COVID-19 e as formas de manejar pacientes de forma mais efetiva.

Mais de 90 mil casos de COVID-19 aguda em países das Américas, incluindo a condição pós-COVID-19, estão agora listados na Plataforma clínica mundial para a COVID-19 da OMS, que coleta dados e descrições para apoiar pesquisas e compartilhar orientações sobre serviços clínicos para pacientes.

Embora a maioria das pessoas que desenvolvem COVID-19 se recupere completamente, estima-se que entre 10% e 20% experimentam uma variedade de efeitos a médio e longo prazo, como fadiga, falta de ar e problemas cognitivos como confusão, esquecimento ou falta de concentração e clareza mental. Esses efeitos são coletivamente conhecidos como condição pós-COVID-19 ou “COVID-19 de longa duração”.

“É difícil prever quanto tempo a condição pós-COVID-19 durará para um determinado paciente”, afirmou Sylvain Aldighieri, diretor de Incidentes para COVID-19 da OPAS. “Ainda há muito a aprender sobre a condição, mas as pesquisas atuais mostram que os pacientes podem apresentar sintomas persistentes por semanas ou meses após a infecção por COVID-19”. O número exato de pessoas afetadas pela condição pós-COVID-19 – definida como sintomas que continuam por três meses após a infecção, duram pelo menos dois meses e não podem ser explicados por diagnósticos alternativos – é desconhecido.

Apesar de a condição pós-COVID-19 ser mais comum em pacientes que desenvolveram a forma grave da doença, há relatos de indivíduos que tiveram doença moderada, mas experimentaram algumas sequelas, principalmente respiratórias, neurológicas e psicológicas. O comprometimento funcional pós-COVID-19 pode limitar a capacidade de uma pessoa realizar atividades cotidians, incluindo trabalho ou tarefas domésticas. Também pode impactar o desempenho profissional e dificultar a interação social.

A OPAS estabeleceu um grupo de trabalho para gerar uma melhor compreensão dos efeitos da condição pós-COVID-19, desenvolver algoritmos de atenção ao paciente para os serviços de saúde e avançar em guias de manejo e reabilitação do paciente.

A Organização também distribuiu um folheto aos países sobre a condição, com informações para entendê-la, medidas que as pessoas podem adotar e orientações sobre diagnóstico, prevenção e tratamento. O material, que também está disponível no site da OPAS, sugere que se busque atenção imediata em caso de falta de ar repentina e grave, dor no peito, pensamentos suicidas, tosse com sangue, dor de cabeça intensa, debilidade de um lado do corpo e dificuldade para falar.

“A melhor maneira de prevenir a condição é evitar a infecção por COVID-19 vacinando-se completamente, usando máscaras em espaços fechados, evitando aglomerações, mantendo uma distância de 1 metro de outras pessoas, lavando as mãos com frequência e mantendo os espaços bem ventilados”, acrescentou Aldighieri.

Os países, a OPAS/OMS e seus parceiros estão empenhando esforços para aumentar o conhecimento e melhorar o acesso aos serviços de saúde para o manejo multidisciplinar de pessoas com a condição pós-COVID-19. A Organização também desenvolveu atividades de formação dirigidas a tomadores de decisão e profissionais de saúde.

Aspectos relacionados à saúde mental e reabilitação também são importantes no tratamento da condição e a OPAS está assessorando os países sobre técnicas para apoiar a recuperação. Estas podem incluir exercícios para controlar a falta de ar, educação para manejar a fadiga e atividades para melhorar a atenção, memória e pensamento.

A OPAS está atualizando suas orientações sobre manejo e reabilitação da condição pós-COVID-19, organizando workshops e webinars e trabalhando com especialistas nos países para compartilhar informações sobre estratégias de manejo clínico.

A Plataforma clínica para COVID-19 da OMS continua coletando e analisando informações relacionadas à infecção para apoiar pesquisas sobre o tema e conta com mais de 600 mil casos de pacientes em todo o mundo que sofreram com a doença.

 

Fonte: paho.org

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