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OMS pede que países invistam em pesquisas para desenvolver sistemas universais de saúde

No lançamento do “Relatório Mundial de Saúde 2013: Pesquisa para a cobertura de saúde universal”, em Pequim (15/08), a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, pediu aos países para que continuem a investir em pesquisas a fim de desenvolver sistemas universais de saúde. Para a OMS, com a cobertura universal de saúde, os países podem garantir que todos os cidadãos tenham acesso a serviços de saúde essenciais.
Margaret Chan descreve a cobertura universal como “o conceito mais poderoso que a saúde pública tem para oferecer”. Para ela, “a cobertura universal é a melhor maneira de consolidar os ganhos de saúde feita durante a década anterior. É um equalizador social, poderoso e a expressão máxima da justiça”.
O papel da pesquisa para a cobertura de saúde universal
O relatório mostra como os países, ao desenvolver um sistema para a cobertura de saúde universal, pode utilizar a pesquisa para determinar quais as questões de saúde que devem ser priorizadas, como o sistema deve ser estruturado e como medir o progresso de acordo com a sua situação de saúde específica.

O relatório revela que, em média, o investimento nacional em pesquisa em países de baixa e média renda, cresce em torno de 5% a cada ano. Essa tendência é mais visível nas economias emergentes, como Brasil, China e Índia, os quais adotaram o conceito de cobertura de saúde universal.

Estudos de casos em diversos países demonstram a importância da pesquisa local e global para melhorar a saúde, que vai desde a prevenção e controle de doenças específicas para o melhor funcionamento dos sistemas de saúde. Os resultados desses estudos enfatizam a necessidade crítica para a investigação a ser realizada no local, onde os pesquisadores podem considerar fatores específicos.
“A pesquisa para a cobertura de saúde universal não é um luxo, mas sim, é fundamental para a descoberta, desenvolvimento e implantação de intervenções necessárias para manter a boa saúde”, observa o relatório.
Crescimento da pesquisa em saúde

O relatório também mostra que mais pesquisa em saúde está sendo publicada como resultado de colaboração internacional. Cientistas de países de baixa e média renda estão cada vez mais envolvidos nessas colaborações, embora os países de alta renda continuam a desempenhar um papel de destaque na maioria dos estudos. A China é um exemplo: de 2000 a 2010, a quota global de pesquisadores chineses como co-autores em estudos publicados aumentou de 5% para 13%. Brasil, Índia e outros países também têm aumentado sua participação em pesquisas publicadas.
“Todas as nações devem ser produtoras, bem como consumidoras de pesquisa. A criatividade e a habilidade dos pesquisadores são a espinha dorsal dos programas de saúde acadêmicos e públicos”, diz o Christopher Dye, diretor do Escritório de Informação da Saúde, HIV / AIDS, Tuberculose, Malária e Doenças Tropicais Negligenciadas e principal autor do relatório. “A ampla gama de estudos de pesquisa básica e aplicada é essencial para alcançar a cobertura de saúde universal, mas as lacunas entre o conhecimento e a ação estão sendo fechadas lentamente. Precisamos acelerar o processo de trazer cientistas e tomadores de decisão em conjunto para melhorar a cobertura dos serviços de saúde”, afirmou.
Cobertura universal de saúde requer um sistema eficiente, com garantia de financiamento dos serviços de saúde, acesso a medicamentos e tecnologias essenciais e trabalhadores de saúde motivados e treinados em número suficiente.
Para enfrentar os desafios, a OMS encoraja os doadores internacionais e os governos nacionais não só a investir em pesquisa, mas também apoiar os mecanismos para compartilhar dados e informações, para reforçar a formação e as instituições de pesquisa e reafirmar o compromisso de alcançar a cobertura de saúde universal.

 

Acesse o Relatório

http://www.who.int/whr/en/index.html

 

Editado por Vanessa Borges

 

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