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Resgatando receitas com alimentos da época

Autores do relato:

Elisa Pelissaro elisapelissaro@hotmail.com 54 99969 2662

Inara Lunelli Chiomento ichiomento@emater.tche.br 54 99682 1846

Neuza Amaral neuza.ag@hotmail.com 54 99118 6002

Daira Borges da Silva assistencia@pmvilaflores.com.br 54 99151 7819

Contextualização

O município de Vila flores está situado na Serra Gaúcha, conta com uma população estimada de 3.407 habitantes, sendo predominante a etnia de imigrantes Italianos. Possui uma área territorial de 107,9 km², com 14 comunidades rurais e predominância de público rural composta na sua maioria de agricultores familiares. É considerada a terra do pão, do vinho e da fé. Sendo a gastronomia o ponto forte da região pelos hábitos alimentares trazidos da cultura italiana. Grande parte da população produz o próprio alimento através da agricultura familiar, porém o fácil acesso a produtos prontos ou industrializados são uma tendência atual o que eleva os índices de obesidade da nossa população.

Justificativa

Mesmo sendo uma cidade que grande parte da população é composta por agricultores familiares, as transformações nos hábitos alimentares tradicionais revelam a participação constante dos alimentos industrializados adquiridos fora das propriedades. Observa-se uma progressiva perda da diversidade cultural e alimentar, tendo como reflexos mudanças significativas nos hábitos alimentares da nossa população o que provoca ocorrência de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e obesidade.

Objetivo

Objetivo principal é resgatar os hábitos alimentares utilizando alimentos da época, produzidos nas propriedades ou ofertados pelos nossos agricultores familiares através da feira da agricultura familiar e agroindústria. Será um projeto trabalhado com toda a comunidade, tanto urbana, quanto rural do município.

Metodologia

Em função da pandemia iniciou-se gravações de receitas para serem divulgadas para a população através das redes sociais e grupos de trabalho de what’s. Estas receitas buscam resgatar preparações tradicionais e culturais, priorizando alimentos da época, de baixo custo e produzidos pelos nossos agricultores. Outro grande objetivo é o aproveitamento integral do alimento que proporciona uma alimentação de elevado valor nutricional. Essas oficinas serão ministradas presencialmente com grupos das comunidades rurais já integrados através EMATER, grupos beneficiários da Assistência Social e da Secretaria Municipal de Saúde

Atores envolvidos (institucionais e/ou coletivos)

Elisa Pelissaro – Nutricionista – Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social. Inara Lunelli Chiomento – Técnica Social -EMATER/RS – ASCAR Daira Borges da Silva – Coordenadora do CRAS Neuza Amaral – Assistente Social – Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social.

Estratégias

Procurou-se agregar profissionais da Assistência Social, Secretaria da Saúde através do setor de nutrição e Emater que faz extensão rural no município. Como forma de divulgação utilizou-se as mídias sociais que hoje tem grande alcance da população em geral e posteriormente serão realizadas oficinas práticas nos grupos já mobilizados e organizados nas comunidades rurais e programas vinculados ao CRAS.

Resultados alcançados

Observou-se uma maior procura por alimentos produzidos pelos agricultores locais, fortalecendo a Feira municipal que comercializa estes produtos, orientados e coordenados pela Emater local. Conseqüentemente melhorando hábitos alimentares com o aumento do consumo de alimentos da época, já que apresentam menor custo, sendo mais nutritivo e saborosos. Espera-se envolver, incentivar e mobilizar ainda mais a comunidade com o início das atividades presenciais.

Considerações finais

Esta equipe de trabalho criou vínculo com a comunidade, aproximando profissionais aos usuários, o que facilitou e simplificou o resgate de hábitos tradicionais e saudáveis que se perderam com o tempo, como o simples intuito de cultivar e saborear o alimento produzido nas propriedades locais em cada época , reduzindo os custos e evitando desperdícios. Além de levar informação à população os encontros presenciais possibilitam uma troca de experiências entre todos os participantes, promovendo saúde e integração, além de trabalhar a prevenção e o autocuidado.