APSREDES

Diálogos na feira

Autores do relato:

Angelita dos Santos Nascimento angelita.nascimento.cozinharte@gmail.com 982453972

Marcia Teixeira Regina Mazalloti marciartx@gmail.com (21) 98844-9501

Contextualização

Atividade da FAO Feira Agroecológica de Olaria Localizada na Praça Marechal Maurício Cardoso, Olaria Funcionamento aos sábados de 7 às 13 h Atividades desenvolvidas: A programação realizada é desenvolvida durante o funcionamento da feira, no horário de 10 horas, durante cerca de 20 minutos, com os clientes que estão passando pela feira e fazendo suas compras.

Justificativa

O trabalho realizado nesta feira, pauta o acesso à alimentação dos moradores da região, bem como um constante diálogo, buscando uma forma mais justa e saudável de obter o alimento e pela defesa incontestável do poder de compra e escolha.

Objetivo

Realizar oficinas semanais sobre assuntos diversos, visando a participação dos usuários da feira em curto período de tempo, durante as compras semanais.

Metodologia

Assuntos abordados: • Oficina dos sentidos – Falar do sentido do olfato, através da explanação e questionamento à cerca do entendimento que as pessoas presentes tem ao identificar alguns odores. Método: Foi camuflado em vasilhames alguns alimentos tipo temperos e pedido aos transeuntes para serem identificados, à saber: cúrcuma, cominho, canela, cravo, alho, pó de industrializado, orégano e alecrim. Com a arguição houve algumas identificações e com o produto realizado, construímos uma abordagem a cerca do alimento in natura, minimamente processado e ultraprocessado, bem como as vantagens de compra dos temperos frescos que tem na feira. • Alimentos protetores – Conhecer novos alimentos e seu potencial nutritivo, protegendo contra o câncer e obesidade, através de substâncias presentes nos alimentos, usando a técnica das cores. O uso das 5 cores no prato e como carrear nutrientes diversos com estas escolhas. Melhorar a aplicabilidade de hortaliças na culinária, através da oferta pelas redes de comercialização de produtos saudáveis, tais como feiras agroecológicas. Alertar sobre o processo de manutenção da alimentação saudável em espaços de desertos alimentares e tipicamente industrializados. • Alimentos ancestrais – O uso de alimentos nativos da flora brasileira, comparativamente com outros de outros continentes, foi explorado para que a percepção da variedade local seja aguçada. Observar os sentidos e a ancestralidade do ato de comer, discutindo as escolhas, o paladar e a oralidade. Demonstrar que certos alimentos são plantados e colhidos da mesma forma há centenas ou milhares de anos. Possivelmente mantendo as mesmas características e propriedades nutricionais, melhores do que as escolhas industrializadas. • Reciclagem – O termo “Higiene e destinação do Lixo”, define o processo de reciclagem e caracteriza um potente investimento para a para saúde e para a economia. A discussão a cerca do uso e contaminação por microorganismos patogênicos, refletiu a necessidade de medidas de higienização diárias com técnicas conhecidas. Fizemos uma demonstração com esponjas de poliuretano e comparativamente as esponjas vegetais, para a percepção das melhores escolhas e destinação dos resíduos. Entendemos que a utilização e descarte, bem como a desinfecção, ainda não tem um critério definido mediante a possibilidade de poluição e contaminação, mas as pessoas fizeram comentários sobre a toxicidade do uso das esponjas industrializadas. • PANCs e as formas saudáveis e nutritivas – As Plantas Alimentícias Não Convencionais, conhecidas como PANCs, estão disponíveis na natureza de maneira livre e abundante, o conhecimento destas plantas e do seu preparo, facilitam a ingesta de nutrientes necessários ao organismo, prioritariamente para populações vulneráveis (pelo lado social ou por apresentarem algum problema orgânico) Foi realizado uma degustação com preparações acrescidas de Chaya, que nunca haviam sido provadas pela maioria das pessoas. O resultado foi uma excelente aceitação, e o entendimento da função orgânica daquele alimento.

Atores envolvidos (institucionais e/ou coletivos)

Feirantes, usuários da feira, profissionais que utilizam o espaço para outros fins (demonstração de produtos e serviços), pessoas em situação de rua, profissionais da rede pública local

Estratégias

A realização das oficinas, fez com que as pessoas refletissem sobre o uso dos alimentos e outras escolhas

Resultados alcançados

Ainda não foi demonstrado por meio de resultados mudanças, mas ouve-se muitos frequentadores relatando mudanças de hábitos, substituições e atenção maior ao alimento

Considerações finais

Os moradores e trabalhadores, relatam que a audição as dúvidas e anseios são fundamentais para o auxílio das escolhas de alimentos a serem ingeridos.