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Acões de Fortalecimento do Banco de Alimentos/GO para Diminuir Perdas e Desperdício de Frutas e Verduras

Autores do relato:

TÂNIA APARECIDA PINTO DE CASTRO FERREIRA taniaferreira@ufg.br 62) 98588-200

MARÍLIA ARAÚJO SILVA marilia.nitrichef@gmail.com 62) 99971-397

Contextualização

Os Bancos de Alimentos compõem a Política Nacional de SAN e atuam na redução do desperdício e na mobilização social em prol do direito humano à alimentação. O presente relato de experiência refere-se às ações de fortalecimento e ampliação do Programa Banco de Alimentos (BA) da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). O “Banco de Alimentos”, uma das unidades de promoção da segurança alimentar e nutricional (SAN) da OVG, atua desde julho de 2019 em Goiás. É administrado concomitantemente por três organismos: OVG, Central de Abastecimento de Goiás S/A (CEASA) e Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA-GO). A OVG, Organização da Sociedade Civil criada em 30/10/1947 é responsável pela gerência do Banco; a CEASA-GO é o local de coleta das doações de frutas e verduras, onde fica a estrutura física do banco. Já a SEAPA-GO é responsável pelas reformas e construções. O BA, recentemente, com a contemplação do 6º. Edital da Fundação Cargill, incrementou suas ações, com parceria com a Universidade Federal de Goiás. As ações desenvolvidas visam acrescentar pilares de atuação no ciclo de sustentabilidade do Programa BA e diminuição das perdas e desperdício de frutas, verduras e hortaliças. Com isso, ampliar a capacidade de receber doações de alimentos, produzir alimentos desidratados com densidade nutricional e vida útil aumentados e qualidade higiênico sanitária e sensorial, para que possam ser distribuídos para mais famílias e em pontos mais distantes do BA. Atuamos em sete dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), para alcance até 2030, evento coordenado pela ONU e dando continuidade à Agenda de Desenvolvimento do Milênio (2000-2015). Esperamos contribuir com as metas nacionais segundo as circunstâncias nacionais. Dentre estes ODS incluem-se: 1. Erradicação da Pobreza; 2. Acabar com a fome; 3. Vida e Saudável e 12. Produção e consumo sustentáveis. O item 12.3 descreve: “até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, em nível de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita”. Com este intuito é que nos propusemos a fortalecer o Banco de Alimentos do Estado de Goiás e relatar as nossas primeiras experiências, não perdendo a oportunidade de apresentar o nosso trabalho no Ano Internacional das Frutas e verduras.

Justificativa

O Banco de Alimentos da OVG tem realizado a captação, recepção e distribuição gratuita de alimentos provindos de doações, para famílias e entidades sociais, conduzindo também ações de educação voltadas para a Insegurança Alimentar e Nutricional (InSAN). Os alimentos doados ao Banco da OVG, apresentam, no geral, um avançado grau de maturação, impedindo assim o transporte para outras regiões do estado. Este relato de experiencia refere-se á etapa de planejamento e implantação de técnicas de desidratação e oficinas para a confecção de desidratadores. Com isso, ampliar a disponibilidade e oferta de alimentos para outros municípios goianos, alcançando comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhos, assentados) e até povos indígenas. A maior parte das atividades realizadas estão relacionadas ao combate ao desperdício, um problema global e brasileiro. Estima-se que 33% dos alimentos produzidos no mundo e 15% dos disponíveis para consumo na América Latina são desperdiçados, sendo a etapa de distribuição apontada como responsável por 20 a 25% deste desperdício (FAO, 2011; 2016). No Brasil, o dado mais atual disponível estima um desperdício de 10% do total de alimentos produzidos (FAO, 2013). Em estudo recente, Abbade (2019) identifica as frutas, cereais e hortaliças como os alimentos com maior desperdício na comercialização pelo sistema de varejo. Adota-se neste relato de experiência o termo “desperdício” pela referência às fases de varejo e consumo dos alimentos. Atuar sobre o desperdício pode contribuir também com a redução da InSAN. No Brasil, 55,7% dos adultos estão com excesso de peso e 19,8% são obesos (BRASIL, 2019). O número de pessoas em situação de fome e de desnutrição tem também aumentado em decorrência da elevação das taxas de pobreza (FAO et al., 2019). A atual pandemia do Novo Coronavírus, provavelmente, levará a uma piora neste cenário. Possibilitar aos beneficiários uma alimentação mais saudável por meio do recebimento de frutas e verduras processadas ou ainda, capacitado a armazenar pelos conhecimentos adquiridos com a equipe, por mais tempo esses alimentos e assim, garantir o sues consumo é o que nos moveu a executar este projeto e á relatar essa experiencia

Objetivo

Com o intuito de reduzir o percentual de desperdício de frutas e hortaliças, esse programa, possui como objetivo principal, ampliar a acessibilidade regular à alimentação adequada, reduzindo o risco nutricional, ampliando a qualidade de vida, assegurando o direito à cidadania e o respeito à dignidade dos indivíduos atendidos. Para fortalecer as ações desenvolvidas pelo Banco de Alimentos, nos propomos, além da captação, seleção e distribuição das frutas e hortaliças, realizar o processamento para a melhor conservação dos alimentos doados, como mais uma alternativa para reduzir o desperdício de alimentos. Uma das técnicas de processamento para conservação é a remoção de umidade dos alimentos através da desidratação, definida como um processo no qual ocorre a remoção de umidade a partir do emprego de energia térmica com a finalidade de obtenção de um produto no estado sólido e menor atividade de água. Como principais vantagens do processo de desidratação, destacam-se a facilidade de transporte, armazenamento, embalagem, aumento da vida útil e a redução de perdas e desperdício de alimentos. A utilização da secagem das frutas e hortaliças doadas ao Banco de Alimentos, trará inovação tecnológica neste seguimento que tem tido como base somente a distribuição de alimentos in natura. O objetivo principal para a realização do processamento dos alimentos é atender comunidades mais distantes de Goiânia e região metropolitana que não possuem acesso ao Banco de Alimentos. O Objetivo Geral do projeto como um todo, é Fortalecer o Banco de Alimentos como estratégia contra o desperdício e insegurança alimentar e nutricional em comunidades em situação de vulnerabilidade social Os objetivos específicos relacionados ao processamento de frutos e verduras e legumes: -Planejar e instalar uma planta piloto para o processo de desidratação de alimentos doados ao Banco de Alimentos da OVG; ✔ Aprimorar os fluxos de processos já implantados no Banco para atendimento ao projeto; ✔ Desenvolver pesquisas relacionadas à vida de prateleira, uso de embalagens, análise sensorial e microbiológica e tabela de rotulagem nutricional dos produtos produzidos; ✔ Realizar a capacitação dos indivíduos atendidos para a produção de alimentos desidratados; ✔ Monitorar e avaliar o impacto das ações desenvolvidas pelo projeto junto ao público atendido por meio da avaliação nutricional e atendimento a capacitação para geração de renda às famílias; ✔ Planejar e instalar uma planta piloto para o processo de produção de polpas de frutas congeladas, doces, geleias e mix do bem (multimistura) de alimentos doados ao Banco de alimentos da OVG.

Metodologia

A parceria com a UFG tem viabilizado a planta industrial para a realização da desidratação, com a instalação do laboratório, desenvolvimento de procedimentos operacionais padronizados, tabela de informação nutricional e análises sensoriais dos produtos por meio de pesquisas de desenvolvimento de produtos. Além disso, os docentes e discentes da UFG iniciaram a ministração de oficinas com os beneficiários sobre como realizar a secagem dos alimentos para auxiliar no melhor aproveitamento alimentar e redução do desperdício de alimentos nos lares e entidades sociais, além de possibilitar uma nova fonte de renda com a comercialização de produtos processados. Quanto aos aspectos metodológicos específicos, relacionados ao processamento de frutas, verduras e legumes Planejar, instalar uma planta piloto para o processo de desidratação de alimentos doados ao Banco de alimentos da OVG. Aprimorar os fluxos dos processos. Os colaboradores destinados à coleta de frutas e verduras in natura doados ao banco, no total de nove colaboradores, sendo um motorista, visitam os comerciantes que frequentemente doam. Essa vista e coleta de alimentos doados ocorre pela manhã entre as 11:00h até as 13:00h. Eventualmente podem ocorrer algumas demandas pela tarde, quando comerciantes ligam para o supervisor do Banco (atualmente, o Sr. Linon). Atualmente, são coletados em torno de 850 toneladas ao ano, com desperdício em torno de apenas três toneladas. A intenção com este projeto é ampliar a quantidade de alimentos doados, já que seu processamento permitirá aumentar a vida de prateleira dos produtos. Assim, intenciona-se também levar as doações para outras regiões que não só a metropolitana de Goiânia. Existem adequações estruturais que ainda precisam ser efetivadas, com previsão para acontecer até outubro de 2021: rampa para recebimento de mercadorias, instalação de câmaras frias, instalação de equipamentos de ares condicionados para mudança da sala de gerência e liberação da atual. Esta sala a ser liberada, ficará como área de expedição dos produtos separados em kits para doação. Esta sala fica próxima à entrada de pessoas externas e do estacionamento do banco. Os equipamentos e materiais de consumo também serão adquiridos. Os alimentos recebidos serão selecionados manualmente e colocados na esteira de seleção. Aqueles próprios para processamento serão separados por tipo de alimento: frutas (banana, mamão, goiaba, abacaxi, maçã, morango, etc.) e verduras (vagem, tomate, beterraba, chuchu, cenoura, batata, etc.). Serão lavados com detergente e escova e sanitizados em água clorada (150 ppm de cloro ativo). Depois enxaguados em água filtrada e realizado o pré-preparo (descascamento, fatiamento, etc.) Serão usados utensílios de aço inox e fatiadoras industriais. Após, serão colocados em estufas desidratadoras (até 100 kg de alimento por equipamento), por cerca de 24 horas. Uma amostra por lote será retirada para a determinação da umidade, considerado valores ideais de 12 a 25%, para frotas e vegetais, respectivamente, segundo RDC 272, de 22 de setembro de 2005 (Brasil, 2005), Após serem retirados das estufas desidratadoras, os alimentos devem ser resfriados até chegarem à temperatura ambiente. Os alimentos serão acondicionados em embalagem adequada, rotulados e armazenados até a distribuição. Os produtos impróprios para o processamento serão retirados do Banco de Alimentos, diariamente, pelos próprios interessados e direcionados à alimentação animal e compostagem. Desenvolver pesquisas relacionadas à vida de prateleira, uso de embalagens, análise sensorial, análise microbiológica e tabela de rotulagem nutricional dos produtos produzidos. A vida de prateleira dos produtos será realizada pela técnica de aceleração de vida de prateleira com uso de estufas, armazenando e monitorando o alimento mantido em estufa à 40°C por até sete dias e cálculo do Q10. A princípio serão utilizadas embalagens de Nylon Poli, de 12 micras e 3 barreiras de proteção, que funcionam com qualquer seladora a vácuo de embalagens lisas (sem ranhuras). Outras embalagens e vida de prateleira serão estudadas, como forma de baratear o produto e sem a utilização do embalador a vácuo, por questão de quantidade a ser produzida. A rotulagem será realizada por meio de determinação laboratorial de amostras de produtos produzidos, por meio de métodos oficiais de análise (AOAC, 2016; IAL, 2008). A análise de fibra alimentar será realizada por meio de prestação de serviço. A análise sensorial será realizada por meio de testes de aceitabilidade feita em casa pelos indivíduos que receberam a doação, por meio de preenchimento de ficha impressa. A análise microbiológica será realizada por meio de pesquisa de presença de Salmonella sp, fungos, leveduras e Escherichia coli segundo padrões estabelecidos pela legislação IN no. 60 de 23 de dezembro de 2019 (Brasil, 2019). Realizar a capacitação dos indivíduos atendidos para a produção de alimentos desidratados A capacitação dos indivíduos será por meio de oficinas que ocorrerão: 1) On line (enquanto durar a pandemia): a) serão ministradas oficinas virtuais de 3 em três meses aos interessados em produzir desidratadores feitos em casa. b) Após a construção dos desidratadores, serão ministradas oficinas sobre o processamento de produtos desidratados com ênfase nas etapas de do processo e das boas práticas de fabricação, para a obtenção de produtos com qualidade tecnológica e sensorial e seguros para o consumo e comercialização. c) Outros temas de oficinas: aproveitamento integral dos alimentos, alimentação saudável, produção de doces, geleias, picles, etc. 2) Cada oficina corresponderá à uma hora e meia de exposição e o certificado será a apresentação do produto produzido e/ou formulário de avaliação via google forms. 3) Presencial (após a pandemia). Serão ministradas oficinas no próprio CEASA. A cada seis meses de efetiva execução do projeto serão realizadas novas medições corporais e avaliação da frequência de consumo. Está sendo feita uma sondagem para ver número de interessados e número de participantes nas capacitações, para ocorrer a ampliação das mesmas. Será pesquisado o aumento da renda familiar com a comercialização dos produtos processados a partir das doações e capacitações realizadas, a cada 6 meses de efetiva execução do projeto Planejar e instalar uma planta piloto para o processo de produção de polpas de frutas congeladas, mix do bem (multimistura) de alimentos doados ao Banco de alimentos da OVG. Após ser instalada a câmara de congelamento (ainda em processo de licitação, inclusive a instalação elétrica), e chegarem os equipamentos, como liquidificador industrial e despolpadora, será iniciado a planta de processamento de polpas congeladas de frutas, doces, geleias e picles.

Atores envolvidos (institucionais e/ou coletivos)

A atuação do projeto está voltada para pessoas de diferentes faixas etárias que, conforme estudos epidemiológicos e sociais realizados, apresentam elevada prevalência de distúrbios e problemas nutricionais relacionados a carência de nutrientes (desnutrição e deficiência de micronutrientes) e a distúrbios energéticos como sobrepeso e obesidade. Tais condições de saúde são uma consequência da situação de insegurança alimentar e nutricional (InSAN), caracterizada principalmente pela ausência de acesso a alimentos saudáveis no cotidiano alimentar. Reduzir estas expressões da InSAN potencializará um melhor estado de saúde não somente na realidade atual dos indivíduos, como impactará na qualidade de vida futura deles próprios e de gerações vindouras, no caso das mulheres com capacidade gestacional. Outro possível impacto previsto no projeto refere-se a melhoria da condição socioeconômica das famílias atendidas por meio do estímulo à atividade econômica/ comercialização a partir de capacitações no campo do processamento de alimentos. No Brasil, 55,7% dos adultos estão com excesso de peso e 19,8% são obesos (BRASIL, 2019). O número de pessoas em situação de fome e de desnutrição tem também aumentado em decorrência da elevação das taxas de pobreza (FAO et al., 2019). A atual pandemia do Novo Coronavírus, provavelmente, levará a uma piora neste cenário. O Programa Banco de Alimentos realiza doações a cerca de 115 entidades sociais de 12 municípios goianos próximos à capital, Goiânia. O público atendido pelas entidades sociais é bem heterogêneo, composto por crianças em creches e abrigos, idosos que residem em casa de longa permanência, adultos que residem em comunidade terapêutica, associações desportivas, hospitais filantrópicos e associações que realizam trabalhos com famílias e comunidades. Como ponto em comum é que todos possuem como público beneficiário indivíduos em situação de vulnerabilidade social. As entidades beneficiadas passam por um rigoroso cadastro no Banco de Alimentos e são acompanhadas por uma profissional assistente social da OVG. Já as doações realizadas para pessoas físicas, contemplam indivíduos oriundos de famílias em situação de vulnerabilidade social, residentes em Goiânia e mais três municípios da região metropolitana, que são avaliadas e cadastradas pelo profissional assistente social. As famílias são compostas por 186 crianças, 71 adolescentes, 311 adultos e 67 idosos. O fluxo dos benefícios que vêm ao BA para receber as doções tem sido em torno de 160 pessoas por dia, de um total de 60 famílias, das 250 entidades e 1000 famílias cadastradas. Entretanto, temos conseguido ir a BA às 4as e 6as feiras para a execução da doação de alimentos orientada para um consumo elevado. Além dos beneficiários, já descritos anteriormente, outros públicos internos e externos da instituição que serão impactados pelo projeto – voluntariamente e involuntariamente. Dentre eles temos: 1) CEASA GO – Agricultores (As) e comerciantes que vendem alimentos. A existência do banco de alimentos é essencial para este público, pois precisam de espaço, com a doação das frutas e verduras sem valor comercial, mas ainda em condições de serem aproveitadas, para receberem novas mercadorias. Com isso pretende-se contribuir ainda mais com a redução do desperdício de alimentos, melhoria do aspecto de higiene e odor do local, por ter menos alimentos desperdiçados pelo local. Além disso, estes comerciantes têm a oportunidade de exercerem a solidariedade, com aproveitamento de alimentos sem fim comercial, oriundo do fruto de seu trabalho, mas que terão fins humanitários. 2) Prefeituras dos municípios e governo estadual onde os indivíduos atendidos residem. Haverá o aumento do consumo de alimentos saudáveis e de uma alimentação diversificada, e consequente a diminuição do risco de doenças crônicas não degenerativas e de doenças infecciosas e a melhoria do estado nutricional e da qualidade de vida de uma parcela de sua população, possibilitando a diminuição dos gastos municipais e estaduais com saúde desses indivíduos 3) Comunidades onde os indivíduos residem. Uma vez reduzida a situação de falta de acesso a uma das necessidades básicas, a alimentação, as pessoas podem estar aptas e mais abertas a novas iniciativas de desenvolvimento local 4) UFG . Campo de aprendizagem para estudantes de cursos de Graduação em Nutrição e Engenharia de alimentos e Programas de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos e Nutrição e Saúde, dentre outros. Por meio de estágios, aulas práticas e projetos de pesquisa e de extensão da Universidade. Possibilidade da Universidade cumprir um dos seus papéis junto à comunidade 5) População do estado em geral. O fortalecimento do banco propiciará o uso racional de alimentos antes desperdiçados, desafogando um pouco os aterros sanitários locais e com isso, se terá mais espaço no aterro para a população descartar os seus próprios resíduos sólidos. Oportunidade de exercerem a solidariedade, com a doação de alimentos ao CEASA para comporem o projeto e realizarem assim, ações de solidariedade humanitária.

Estratégias

Mobilização com os agricultores, para a realização de doações, aumentar a coleta de doações e ampliação da participação das instituições. Aquisição de novos equipamentos para produção máxima de produção e desenvolvimento de procedimentos operacionais padronizados para se produzir produtos aceitáveis aos beneficiários, que analisarão sensorialmente tudo o que for produzido, padronizando principalmente o binômio tempo temperatura e tratamentos prévios da matéria-prima. Parceria OVG/UFG por meio de convênio firmado. Para o planejamento e execução do projeto participamos e fomos contemplados com o 6º. edital da Fundação Cargill, com o financiamento de duzentos mil reais (R$200.000,00). A partir desta etapa, projetos foram aprovados nas unidade acadêmicas dos coordenadores (Faculdade de Nutrição e Escola de Agronomia/UFG), cadastrado nas instancias da universidade necessários: Pró-Reitoria de e Pesquisa e Pós-Graduação da UFG (SIGAA, PI05190-2020), Pró-Reitoria de Extensão da UFG (PJ151-2021) Plano de Trabalho na Pró-Reitoria de Administração e Finanças, Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos (Parecer favorável no. 4.712.422), apresentação de planos de trabalhos no Programa de Iniciação Cientifica 2021-2022 (e Bolsa de doutorado na Fundação e Apoio a Pesquisa e Pós-graduação do estado de Goiás-FAPEG (Processo número 202110267000389 )e assinatura do termo de convenio, OVG-UFG (Processo n.º 23070.024145/2021-19), em fase final de assinatura. Após a execução do projeto pretende-se modificar a realidade das famílias atendidas com o incremento da ingestão de vitaminas, minerais e fibras alimentares provenientes de frutas e hortaliças desidratadas ou ainda in natura. Com isso, melhorar o estado nutricional dos beneficiados, reduzindo o risco de desenvolverem doenças crônicas não transmissíveis e doenças infecciosas. Assim, diminuir a insegurança alimentar desses indivíduos. Além disso, os indivíduos serão beneficiados com a capacitação sobre o processamento por desidratação e outros temas relacionados, permitindo o aproveitamento integral dos alimentos da sua família e os doados pelo Banco de Alimentos, possibilitando a comercialização dos mesmos. Os possíveis produtos serão a padronização do desenvolvimento de diferentes frutas e verduras desidratadas isoladas e em forma de kits, polpas de frutas congeladas, doces e geleias. Como produtos acadêmicos a orientação de dez alunos, entre bolsistas do projeto e bolsistas PBIC e PROEC, Com isso serão pelo menos três relatórios de iniciação cientifica e de extensão, uma possível dissertação e mestrado e em torno de seis artigos científicos (1) avaliação nutricional/consumo alimentar de micronutrientes e fibra dos beneficiários antes e após o uso do banco de alimentos, (2) desenvolvimento de produtos à base de frutas, (3) desenvolvimento e produtos à base de verduras, mix do bem, (4) diminuição do desperdício de alimentos no CEASA, (5) melhoria de renda dos beneficiários (6) Redução do desperdício de frutas e verduras no estado de Goiás por uma organização não governamental em parceira com a universidade. Serão ainda produzidos folders, cartilhas com informações sobre os produtos e processos desenvolvimentos e distribuídos à população

Resultados alcançados

A equipe tem conhecido os beneficiários e questionado sobre o que gostariam que fosse abordado nas oficinas. Tem sido acompanhada a perda de produtos, que tem diminuído para 3t, de 179 toneladas doadas ao mês. São descartados apenas os resíduos sólidos inviáveis para o consumo, em containers, coletadas diariamente. Algumas matérias primas, chegam com o estado de maturação muito alto, e são destinadas imediatamente às instituições que conseguem processá-las. Os colaboradores do BA montam kits de frutas e verduras variadas doadas no dia em caixas de polipropileno. O transporte das matérias-primas para consumo fica por conta dos beneficiários e representantes de entidades cadastradas previamente. Estes levam suas próprias sacolas, carrinhos de feiras, caixas, entre outros para levar para o domicílio e desocupar os recipientes do BA. O fluxo é por volta de 160 pessoas por dia, de um total de 60 famílias, das 250 entidades e 1000 famílias cadastradas. Faltam instalações elétricas para as câmaras frias, banheiro para público externo, conserto da rampa na recepção para entrada dos caminhões. As paredes são de azulejo, porém no piso pode-se acumular sujeiras e as luzes não possuem proteção. As adaptações físico-funcionais estão sendo realizadas. Com o decorrer do projeto pretende-se processar, polpas, doces, geleias entre outros, e realizar um acompanhamento do estado nutricional e consumo alimentar dos beneficiários. O projeto percorreu toda a necessidade de oficialização necessária e agora caminha para o seu pleno desenvolvimento. Já foram adquiridos e estão em estágio final de implementação: 1) dois desidratadores com capacidade para 100 kg, equipamento base do projeto, que servem para desidratarem as toneladas de frutas e verduras recebidas elo banco. O Banco não dispõe de nenhum. 2) duas Balanças Digital Comercial Pesadores com impressão de informação nutricional, para pesar os pacotes de alimentos desidratados prontos para serem embalados. Precisamos de pelo menos dois para iniciarmos os trabalhos. 3) três Fatiador para cozinha industrial: para fatiarem os alimentos a serem desidratados. Precisamos de pelo menos dois para iniciarmos os trabalhos. 4) um analisador de Umidade, equipamento utilizado para analisar o teor de umidade dos produtos finais desidratados, para atenderam a legislação. 5) duas seladora À Vácuo de Câmara, equipamento utilizados para selarem os pacotes de frutas e verduras desidratadas, com retirara do oxigênio, para aumento ainda mais da vida de prateleira dos produtos. Precisamos de pelo menos dois para iniciarmos os trabalhos. 6) Duas Seladora Manual: equipamento utilizado pra fechar as embalagens dos alimentos desidratados, sem retirada de vácuo, para aqueles com distribuição mais rápida. Como forma de ampliar os tipos de produtos produzidos. Precisamos de pelo menos dois para iniciarmos os trabalhos. 7) Uma Balança para pesar pessoas com estadiômetro: equipamento utilizado para avaliação antropométrica dos beneficiários.

Considerações finais

A principal linha temática do projeto compreende “Iniciativas inovadoras no combate à perda e desperdício de alimentos”. Além disso, Todo o processo será permeado pela educação alimentar e nutricional, propondo capacitações sobre a conservação e aproveitamento integral dos alimentos por meio de oficinas. Como monitoramento das ações, e avaliação do seu impacto, o estado nutricional e mudança de hábitos de consumo de frutas e verduras dos indivíduos beneficiados será acompanhado. Visa-se assim, ampliar a acessibilidade regular à alimentação adequada, como forma de reduzir o risco nutricional, assegurar o direito à cidadania e o respeito à dignidade da pessoa humana para indivíduos beneficiados em vulnerabilidade social. A principal inovação do presente projeto é a instalação de sistemas produtivos relacionados ao processamento de alimentos, utilizando como matéria-prima frutas, verduras e hortaliças doadas ao banco, permitindo assim um maior número de doações, de captação e doações e de aproveitamento do que é doado. Os produtos produzidos terão como princípio a qualidade nutricional, sensorial e higiênico-sanitária do produto final. Além da realização de capacitação sobre desidratação de alimentos e aprendizado para a construção de estufas artesanais aos membros das comunidades cadastradas. Outra mudança na realidade refere-se à redução do desperdício de alimentos, desafogando o descarte de resíduos sólidos nos aterros sanitários ou, ainda, em locais inapropriados e, como consequência, promovendo um impacto positivo ao meio ambiente A execução do projeto está se iniciando. Entretanto, com o pouco realizado, já pudemos observar a ampliação do atendimento do Banco de Alimentos às famílias vulneráveis, que antes ocorria apenas às quartas-feiras e hoje já com três a quatro dias na semana. Com isso, tem possibilitado e possibilitará ainda mais a melhoria no estado nutricional, incremento da renda familiar e por fim, a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários. Como as ações estão iniciando, ainda estamos coletando experiencias, sendo ainda difícil falarmos sobre as lições aprendidas e recomendações. Contudo, as expectativas de toda a equipe é que estamos executando algo de extrema importância para a sociedade. É possível ver o brilho nos olhos dos funcionários do Banco, beneficiários, instituições cadastradas, alunos e docentes da equipe do projeto. Nosso papel como universidade e organização não governamental em parceria é mudar a realidade de insegurança alimentar e nutricional que nos cerca no que se refere à frutas e verduras.