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Impacto da COVID19 na Educação Médica é tema de conferência no 58º Cobem

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“O ensino híbrido na medicina” foi o tema da conferência de abertura do 58º Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem), realizado entre os dias 14 a 18 de outubro, totalmente online. Promovido pela Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), sob a presidência Nildo Alves Batista (USP), o evento registrou 4.536 inscrições. Participou da cerimônia de abertura a coordenadora da Unidade Técnica de Capacidades Humanas em Saúde, Mónica Padilla, que acompanhou o lançamento da plataforma sobre as escolas de medicina no país (saiba mais )

A conferencista internacional, professora Madalena Patrício (Universidade de Lisboa), ressaltou os desafios postos pela COVID19 para a educação médica. “O que aconteceu foi uma rápida mudança para a aprendizagem remota, colaboração é a palavra de ordem. As mudanças abordaram a preparação dos alunos para tratamento de doentes com COVID19, reconfiguração do serviço clínico para responder às demandas da pandemia,  avaliação de aprendizagem, desenvolvimento do corpo docente, bem-estar do aluno, seleção e admissão de alunos”, apontou Madalena Patrício, que  já presidiu a maior organização de educação médica a nível mundial a AMEE (the International Association for Medical Education).

“O momento da pandemia desafiou a todos nós da comunidade acadêmica, especialmente, sobre a educação à distância, o ensino remoto emergencial. Independentemente das discussões que o momento traz, o resgate da discussão do ensino híbrido é muito importante”, ressaltou Nildo Batista, que coordenou a conferência de abertura, onde quase 1.000 pessoas assistiram online.

Sobre os impactos positivos da COVID19 para educação médica, a professora ressaltou: “A COVID19 derrubou as principais barreiras ao ensino online, estamos em uma fase em que muitas escolas médicas vão iniciar um ensino híbrido, conjugando o ensino online com o ensino presencial”. Para ela, o desafio não está na tecnologia necessária para o ensino digital durante o enfrentamento da COVID19. “Não basta focar apenas na transmissão de conhecimento, mas desenvolver o raciocínio, lançar desafios, aspectos éticos, dimensão da humanização, atuar na sociedade com excelência e em colaboração. A responsabilidade de docentes e alunos é mútua”, destacou a professora.

Madalena Patrício também frisou sobre a importância da autoavaliação realizada pelo aluno. “Ele precisa se autoavaliar, é fundamental uma avaliação programática para feedback dos alunos em todas as situações, garantir no ensino híbrido uma avaliação para motivar os alunos e direcionar seus estudos, reforçar todo o conhecimento, primeiro o aluno diz o que fez e como se avalia, pois precisam ser capazes de se auto avaliarem quanto médicos”, pontuou.

“Desde o primeiro dia do curso de medicina, os alunos têm que ter uma atitude presente, responsável e comprometida, para responder com responsabilidade durante toda sua carreira médica. Situações não éticas não devem ser toleradas. As mudanças em educação estão acontecendo muito depois de ter espaço no mundo real. Então, é preciso falar menos e fazer mais pela educação médica, com pequenos passos todos os dias, juntos conseguiremos um ensino híbrido e de excelência”, finalizou Madalena Patrício.

Saiba mais – https://cobem.com.br/2020/o-cobem/sobre-cobem/

Assista a Conferência Internacional de Abertura na íntegra:

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