O objetivo das oficinas é qualificar e capacitar conselheiros de saúde e lideranças sociais que atuam na luta pelo Direito Humano à Saúde

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) lançou na quinta-feira (05/12), em Brasília, o Relatório Final das 70 Oficinas de Formação para o Controle Social no SUS. Realizadas em todas regiões do país, no ano passado, as oficinas tiveram a participação de mais de 4 mil pessoas. A publicação foi apresentada durante a 324ª Reunião Ordinária do conselho, que teve a presença do representante Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), Fernando Leles e de Nara Peruzo, diretora de pelo Centro de Educação e Assessoramento Popular (Ceap).

O objetivo das oficinas é qualificar e capacitar conselheiros de saúde e lideranças sociais que atuam na luta pelo Direito Humano à Saúde, como sujeitos sociais que deliberem as políticas, desenvolvendo também o intercâmbio de experiências sobre o controle social no SUS. Essa é mais uma ação do Projeto de Formação de Multiplicadores para o Controle Social no SUS, proposto pela Comissão de Educação Permanente para o Controle Social do SUS (CIEPCSS) do CNS.

O Relatório Final 2019 subdivide-se em três partes e anexos: Concepção e viabilização do projeto, Formação da equipe de educadores/as, Construção dos materiais de apoio e pedagógicos para o desenvolvimento do projeto e Desenvolvimento das oficinas. A publicação faz um registro detalhado das ações e do processo de realização dos cursos. Apresenta também registros escritos de reuniões, relatórios, documentos produzidos e conversas com pessoas diretamente envolvidas na realização.

“O principal desafio foi construir um processo que fosse coerente com os princípios da educação popular, pois os mesmos ancoravam e davam, sentido a toda proposta. Era necessário que os vários sujeitos implicados diretamente estivessem envolvidos organicamente desde a concepção do projeto até a execução e avaliação”, explicou o representante do Ceap e coordenador do projeto”, Valdevir Both. As oficinas são organizadas pela CIEPCSS/ CNS, com apoio da OPAS e executadas pelo Ceap.

“Nosso propósito é formar os movimentos sociais e conselheiros para que possam entender seu papel nessa conjuntura difícil do SUS. Realizar essa formação em todos os estados do país é uma vitória. Formamos multiplicadores que saíram mobilizados para defender a saúde como direito humano. Houve um avanço na organização das comissões nos estados e municípios em defesa de um financiamento adequado, mesmo com uma conjuntura adversa”, finalizou conselheira nacional de saúde e coordenadora da comissão, Sueli Barrios.

Oficinas de Formação 2020

O calendário das 84 oficinas está sendo construído com os conselhos estaduais e será divulgado no início de janeiro, quando a plataforma digital também estará disponível para inscrição dos participantes. A seleção será de responsabilidade dos conselhos estaduais, das comissões de educação permanente e da comissão, do CNS.

Cada oficina contará com a participação de 30 pessoas, das quais 20 vagas serão para conselheiros(as) e 10 vagas para lideranças de movimentos sociais. O número de oficinas por estado segue critérios pactuados na Mesa Diretora do CNS, na comissão e no Ceap, contemplando o número de municípios por estado, número de habitantes, questões geográficas, dentre outros.

  • O relatório será disponibilizado em versão eletrônica ainda nos mês de dezembro
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