APSREDES

A secretária de Saúde da capital do Paraná, Eliane Regina da Veiga Chomatas, explica como foi possível proporcionar um parto seguro na rede pública às mulheres de Curitiba. Há pouco mais de uma década, o diagnóstico positivo de gravidez vinha acompanhado de alegria e angústia porque a gestante não sabia onde o filho nasceria e se teria acesso aos exames do pré-natal. Em 1999, com a criação do programa Mãe Curitibana, essa angustia chegou ao fim. Em uma década de vida, completada em 2009, o programa Mãe Curitibana atendeu 166 mil mulheres, com cobertura de pelo menos sete consultas de pré-natal para 89% das gestantes. Isso auxiliou na redução de alguns indicadores, como a transmissão vertical do vírus HIV, que caiu para 3% dos bebês gerados por mães soropositivas. Quando o programa foi criado, em 1999, a mortalidade infantil era de 16,7 óbitos a cada grupo de um mil nascidos vivos. Eliane Regina da Veiga Chomatas, Secretária Municipal de Saúde de Curitiba, ajudou a construir esta história de sucesso. Ela é médica formada pela Faculdade Evangélica do Paraná, FEPAR, tem mestrado em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é servidora pública lotada na Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Paraná, onde foi diretora do Centro de Informação da Secretaria Municipal da Saúde e, depois, Superintendente de Gestão, assumiu a Pasta da Saúde na vaga deixada por Luciano Ducci, que tornou-se prefeito de Curitiba. Com a implantação do programa Mãe Curitibana, Eliane Regina ressalta também a queda do número de casos de adolescentes grávidas de 20% para 14,6%. “A iniciativa praticamente não tem custos, é a racionalização dos serviços. Na verdade, a organização da rede permite uma redução de custos, já que o trabalho é realizado com eficiência e eficácia”, explica a Secretária. O novo olhar Tudo começou quando a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, na gestão do então secretário Luciano Ducci, lançou um olhar crítico sobre o atendimento materno-infantil e percebeu que a gestante não tinha vinculação na rede hospitalar. “Não havia padrão de qualidade universal , observa Eliane Regina, “e a própria gestante ficava perdida buscando vaga na rede hospitalar”. Com o olhar aguçado foi possível a construção do programa Mãe Curitibana de forma integrada e com a participação de vários parceiros, desde os hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), passando pela Pastoral da Criança, os Conselhos de Saúde, até chegar aos movimentos sociais organizados em núcleos residenciais, como a iniciativa Anjos do Bairro, que auxilia gestantes e jovens mães. “Trata-se de uma verdadeira ação entre amigas, são vizinhas que se organizam para prestar assistência enquanto a gestante precisa fazer repouso ou quando a mãe tem consulta médica e não tem com quem deixar o filho mais filho, por exemplo”, explica a Secretária de Saúde de Curitiba. E foi assim que a capilaridade do programa aumentou, o atendimento foi padronizado e foram criados prontuários eletrônicos. O programa foi idealizado para garantir tranquilidade à gestante na hora do parto, mas acabou tendo um alcance muito maior. No sexto mês de gravidez, a gestante visita a maternidade onde vai ganhar o bebê, conhece a equipe médica, a recepção, enfermaria, sala de parto, participa de palestras e recebe orientações. Após o parto, quando deixa a maternidade, a gestante já tem agendada uma consulta na unidade de saúde para acompanhamento pós-parto dela e da saúde da criança. O Mãe Curitibana também abrange o planejamento familiar, com tratamento de fertilidade, anticoncepcionais, preservativos, laqueadura e vasectomia. “Temos muito orgulho de ter implantado programa, que é simples, mas que virou referência nacional sendo adotado em São Paulo, onde virou Mãe Paulistana, e em Pernambuco, batizado de Mãe Coruja”. Pai presente e alfabetização de adultos Cerca de 2,5 mil maridos, namorados, noivos e companheiros das mulheres cadastradas no programa de atenção materno-infantil Mãe Curitibana compareceram às consultas médicas iniciais do Pai Presente no pré-natal desde maio de 2009, quando a ação foi implantada. Eles dão exemplo para os homens que querem ou estão prestes a se tornar pais. Do total de homens que compareceram à primeira consulta médica, aproximadamente 1,5 mil fizeram teste de HIV (para pesquisa do vírus da aids) e 1,6 mil se submeteram à testagem para sífilis. Além disso, mais de 450 homens acompanharam as gestantes na visita à maternidade marcada para o parto e 1,3 mil participaram das Oficinas do Pai Presente- encontros periódicos convocados pelas unidades de saúde para, a partir de rodas de conversa coordenadas por profissionais de saúde, preparar os futuros pais e as gestantes para lidar com as mudanças causadas pela gravidez e a chegada do bebê. Mais um serviço foi agregado ao programa Mãe Curitibana, a alfabetização de adultos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. O programa de alfabetização com foco em saúde e voltado principalmente para os avós, que são quem ficam com as crianças quando as mãe retornam ao trabalho. As aulas são em espaços comunitários ou em salas de unidades de saúde, sempre com professores voluntários. O programa Mãe Curitibana tem o reconhecimento de várias agências das Nações Unidas (ONU), como UNICEF, OMS e UNESCO, e recebeu diversas premiações. Acesse a apresentação Apresentação Mulher Curitibana Acesse o link para saber mais.

Considerando os acordos educacionais bilaterais firmados entre os países membros do Mercosul, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) torna pública a seleção de bolsistas para o Programa BOLSAS MERCOSUL de doutorado para docentes.

 

O Programa tem como objetivo promover o intercâmbio e a formação de docentes universitários, para que contribuam com a melhoria da qualidade do ensino e da pesquisa das universidades da região e o desenvolvimento sustentável dos países do MERCOSUL, nas diversas áreas do conhecimento.

 

A data limite para a submissão das propostas é dia 31 de março de 2011.

 

Acesse aqui para maiores informações.

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