Formação de especialistas em Medicina da Família e Comunidade é discutida no I Congresso Carioca de APS

“Fortalecer a atenção primária, por meio da Estratégia Saúde da Família, é o caminho para sustentabilidade do Sistema Único da Saúde”, defendeu Renato Tasca, coordenador da Unidade Técnica de Sistemas e Serviços em Saúde da Opas, na mesa “Desafios da produção científica no âmbito da APS”, realizada no sábado (16/12), no I Congresso Carioca de Atenção Primária e I Simpósio de Atenção Primária em Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que reuniu também os pesquisadores Carlos Eduardo Aguilera Campos (UFRJ) e Adelson Guaraci (SMS/RJ), sob moderação de Lucélia Santos. O encontro, que encerrou no domingo (17/12) as atividades, extrapolou as fronteiras do município carioca e reuniu profissionais de saúde de todo Estado, no auditório da UFRJ.

Para Renato Tasca, a Estratégia Saúde da Família ganhou reforço com o Programa Mais Médicos que, por meio do contingente inicial de 18 mil médicos, fortaleceu a Atenção Primária em municípios com maiores vulnerabilidades sociais. “O Programa Mais Médicos também implementou mecanismos de formação de médicos para atuar na APS, com estímulos para a residência em Medicina de Família e Comunidade, visando a preencher o vazio assistencial e ter médicos brasileiros suficientes. A ciência diz que um sistema universal público sustentável, com bom custo e benefício e com a população contente, o mais equitativo possível, passa por uma APS forte, voltada para atender às necessidades de saúde da população e responsável por ordenar a Rede de Atenção à Saúde”, defendeu Tasca.

O coordenador do Mestrado Profissional em Atenção Primária da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Aguilera Campos, apresentou um balanço da formação de mestres em Medicina da Família e Comunidade e os que estão na gestão municipal da saúde. Campos também falou sobre a grande demanda por esses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS). “Os 254 mestres em Atenção Primária formados nos últimos anos pela UFRJ e pela Ensp/Fiocruz, a maioria está trabalhando no SUS, seja em coordenações municipais ou na gerência de serviços”, disse. Carlos Campos também anunciou que em breve será lançado o primeiro edital para o Doutorado Profissional em APS da UFRJ, conforme portaria aprovada recentemente pelo Ministério da Educação.

O coordenador do Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Adelson Guaraci, falou sobre o maior programa de residência do país, em comparação não apenas com a medicina de família, mas também com outras especialidades. “O nosso último edital, de dezembro de 2017, ofereceu 150 vagas, e além disso temos centenas de residentes atuando nas unidades da secretaria”, pontuou.

O Congresso Carioca de APS estruturou-se a partir de quatro grandes eixos temáticos – formação, trabalho interdisciplinar, comunidade e sociedade, educação popular – por meio de mesas de debate, oficinas, amostras (experiências exit   osas, vídeos, trabalhos manuais) e atividades formativas, com o principal objetivo de proporcionar espaços de troca entre os profissionais da SMS para que levem para seus serviços novas práticas e que tenham a possibilidade de divulgar seus trabalhos, criando um ambiente de valorização e confraternização na rede municipal.

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