Prêmio APS Forte – Experiências de Abaetetuba (PA), Jaraguá do Sul (SC) e da comunidade do Salgueiro (RJ) são premiadas pela OPAS e Ministério da Saúde

porcleomarbrdias

Prêmio APS Forte – Experiências de Abaetetuba (PA), Jaraguá do Sul (SC) e da comunidade do Salgueiro (RJ) são premiadas pela OPAS e Ministério da Saúde

As experiências de Jaraguá do Sul (Santa Catarina), Abaetetuba (Pará) e da comunidade do Salgueiro (Rio de Janeiro) são as ganhadoras do Prêmio APS Forte para o SUS: Acesso Universal, promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pelo Ministério da Saúde. A cerimônia de reconhecimento ocorreu nesta terça-feira (29/10), em Brasília, e reuniu além das ganhadoras, as oito práticas finalistas, autoridades, gestores das três esferas do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais de saúde, pesquisadores e jurados da iniciativa. O Prêmio APS Forte para o SUS: Acesso Universal , que foi lançado em abril deste ano, teve como objetivo valorizar e promover iniciativas adotadas por profissionais que transformaram seu tempo e conhecimento em estratégias para ampliar o acesso à APS, porta de entrada do SUS. Os autores das 11 experiências finalistas farão uma viagem de estudo internacional, no primeiro semestre de 2020, para conhecer o serviço de saúde de Andaluzia, a maior comunidade autônoma da Espanha. O Serviço Andaluz de Saúde está inserido no Sistema Nacional de Saúde da Espanha, público e universal. “A principio as três experiências ganhadoras iriam para Espanha, mas atendendo ao pedido do Conass e do Conasems nós vamos mandar todos os representantes das 11 práticas para esta viagem de estudo”, adiantou Erno Harzheim, secretário da SAPS, do Ministério da Saúde. “Ainda queremos replicar anualmente essa iniciativa, nesta primeira edição abordamos o tema de Acesso. Nossa preocupação principal são as pessoas. E se essas pessoas não acessam o sistema, não temos elas participando pela porta que organiza o atendimento, que é a Atenção Primária”, ressalta Harzheim.

Mesa de abertura com representantes do Conasems, Mauro Junqueira, OPAS, Renato Tasca, Ministério da Saúde, Erno Harzheim, e o secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto

“As experiências ganhadoras refletem a necessidade das pessoas por uma APS que não olhe só para indivíduo, para a doença, mas que cuide da comunidade como um todo, prestando atenção ao contexto na qual as pessoas vivem, trabalham e adoecem. Uma APS de qualidade, forte, se preocupa em atuar sobre os determinantes sociais da doença e não só com a assistência clínica. Outra mensagem que podemos tirar dos casos ganhadores é a necessidade de uma atenção interdisciplinar que vai além do papel do médico, valorizando a ação de outros profissionais que compõem a equipe de Saúde da Família, como por exemplo os enfermeiros e os agentes comunitários”, ressalta o coordenador da Unidade Técnica de Sistemas e Serviços de Saúde da OPAS no Brasil, Renato Tasca. Quase 1,3 mil participantes inscreveram suas experiências no concurso. A seguir o nome e os autores das três iniciativas vencedoras:
  • Menina do Laço de Fita: a ternura como essência, a luta como princípio e o empoderamento como estratégia para a cidadania (Abaetetuba/Pará). Autores: Kellen da Costa Barbosa, Laurindo Campos de Lima e Maria Lucilene Ribeiro das Chagas. Veja o vídeo
  • Papel do Protocolo da Enfermagem no Processo de Acolhimento e Primeira Consulta para zerar as filas na Atenção Primária em Saúde (Jaraguá do Sul/Santa Catarina). Autores: Silvia Regina Curty Bonatto, Priscila Sttefani e Rosana Mara da Silva Veja o vídeo 
  • Os desafios da implementação de ações em Promoção de Saúde no cenário escolar: relato de experiência de um Grupo de Crianças no Salgueiro (Rio de Janeiro/Rio de Janeiro). Autores: Daniel Trindade Araujo do Espirito Santo, Helena Fernandes Ferraz e Victoria Mey Carmo Pereira Veja o vídeo 
As oito experiências finalistas são:
  • Produzindo inclusão da população ribeirinha pelas ações da Unidade Básica de Saúde Fluvial (Tefé/Amazonas).
  • Estratégias de acesso aos grupos prioritários nas campanhas de vacinação contra a Influenza no municípios de Mombaça-CE: primeiro lugar no ranking do Estado (Mombaça/Ceará).
  • Programa Corujão da Saúde (Doresópolis/Minas Gerais).
  • Implantação do laboratório de inovação as condições crônicas (Santo Antônio do Monte/Minas Gerais).
  • Reabilitação na Atenção Primária: a classificação de risco como ferramenta na garantia de equidade na assistência. (Senador Canedo/Goiás).
  • Teleoftalmologia como Estratégia de Atenção Integral à Saúde Ocular junto aos Médicos e Pacientes da Rede de Atenção Primária à Saúde do Rio Grande do Sul: Projeto Olhar Gaúcho (Rio Grande do Sul).
  • Fixando o Médico de Família no Cenário de Formação: uma Prática Exitosa de Residência Descentralizada sob Gestão Estadual (Florianópolis/Santa Catarina).
  • Formas de reorganização dos processos de trabalho para a ampliação do acesso na Atenção Primária á Saúde (São Paulo/São Paulo).
Todos os autores das 11 experiências receberam um certificado da OPAS e do Ministério da Saúde atestando a prática como exitosa. Seleção das experiências Os vencedores foram escolhidos por um time de jurados especiais, como a colunista da Folha de S. Paulo, Claudia Collucci, a radialista da Rádio Nacional, Mara Régia, a repórter do Estadão, Lígia Formenti, o médico Dráuzio Varella e os jornalistas Luiz Fara Monteiro (TV Record), Alan Ferreira (TV Globo), Chico Pinheiro (TV Globo) e Lise Alves (colaboradora da revista The Lancet). Conheça o time de jurados especiais da premiação.   Os três ganhadores foram selecionados entre onze experiências bem-sucedidas que chegaram à reta final da apuração. Das quase 1,3 mil inscrições recebidas para o Prêmio APS Forte, 946 ações foram indicadas por um comitê técnico formado por representantes do Ministério da Saúde, OPAS, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Conselho Nacional de Saúde e outras instituições do setor. Todas as experiências aprovadas pelo comitê técnico, as recomendadas para o Prêmio (135), as finalistas e as ganhadoras estão na publicação eletrônica editada pelo Ministério da Saúde e OPAS, chamada NavegadorSUS, lançada na cerimônia. Acesse a publicação do Prêmio APS Forte para o SUS: Acesso Universal Além disso, as três experiências ganhadoras serão analisadas em profundidade e sistematizadas por pesquisadores em estudo de caso a ser publicado no primeiro semestre de 2020, na publicação científica APS em Revista, editada pela Rede de Pesquisa em APS da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Visite o site do Prêmio – www.apsredes.org          

FOTOS

%d blogueiros gostam disto: