Oficina debate Trabalho e Educação em Saúde na perspectiva dos 30 anos do SUS

Com a proposta de discutir os caminhos e a agenda da área de Trabalho e Educação na Saúde, no contexto dos 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), a Oficina de Recursos Humanos para a Saúde reuniu pesquisadores/as, especialistas e gestores/as nos dias 3 e 4 de maio de 2018, em Brasília (DF). Promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), o evento contou com a participação de pesquisadores/as do eixo temático doTrabalho & Educação na Saúde, coordenado pela professora Isabela Cardoso, do Observatório de Análise Política em Saúde (OAPS).

A programação incluiu uma série de paineis sobre temas como “Sistemas de Saúde Universais, Trabalho e Educação na saúde: agenda 2030”, “Trabalho e Educação na Saúde: acúmulos, desafios e perspectivas”, e “Inovações na Gestão do Trabalho e na Educação em Saúde no Brasil: o feito e o por fazer”; além de debates e plenária de sínteses e construção de consensos, com resgate e problematização de temas estruturantes da área. Entre os/as participantes do encontro estão Monica Padilla (OPAS), Isabela Cardoso (ISC/OAPS), Renato Tasca (OPAS), Tania Celeste Nunes (Fiocruz), Mário Dal Poz (IMS/UERJ), Naomar de Almeida Filho (ISC/UFBA), Márcia Teixeira (ENSP/Fiocruz), Maria Helena Machado (ENSP/Fiocruz), Francisco Eduardo Campos (Fiocruz) e Humberto Fonseca (Secretário de Saúde do DF).

As discussões promovidas sobre Trabalho e Educação na saúde na oficina tiveram como foco cinco questões norteadoras e cinco dimensões analíticas –política; econômica, dialógica, gestora e internacional ou global. Para Isabela Cardoso, o encontro possibilitou a reaglutinação de forças em defesa do SUS e do sistema universal de saúde – “O convite da Opas para organizar essa oficina foi importante em várias dimensões. Terminamos com o objetivo que levou à realização desse evento plenamente alcançado na medida em que reunimos especialistas, pessoas com grandes contribuições na área, sujeitos inseridos em diferentes lugares, com diferentes experiências e de diferentes gerações. Ao mesmo tempo em que discutíamos todos os movimentos e avanços da nossa área ao longo desses 30 anos do SUS, identificamos lacunas e os novos desafios diante da complexidade dessa conjuntura”.

A pesquisadora do Observatório destaca a reafirmação de compromissos envolvendo os sujeitos que compõem essa grande área: a rede de pesquisadores do Brasil, o Conass – Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conasems – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde e o CNS – Conselho Nacional de Saúde. “A diversidade presente na reunião fez a diferença e a Opas, que vem mobilizando as diferentes temáticas para o fortalecimento do sistema universal de saúde diante de tantas ameaças que temos sofrido, tem apoiado esse movimento e, com certeza, continuará apoiando para que a gente possa desdobrar iniciativas, ações e defesas em relação ao SUS”.

No evento foi definido um conjunto de ações que precisam ser empreendidas na área de Trabalho e Educação na saúde, entre elas a realização do segundo Simpósio Internacional sobre Trabalho e Educação da Abrasco – Associação Brasileira de Saúde Coletiva durante o pré-congresso do 12º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – Abrascão 2018, no Rio de Janeiro.

Confira aqui o termo de referência que embasou a proposta da Oficina, construído pelas pesquisadoras Isabela Cardoso e Tania Celeste Nunes.

Fonte reportagem e foto – Observatório de Análise Política em Saúde

 

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