Matriciamento pediátrico na AD (Distrito Federal)

LABORATÓRIO DE ATENÇÃO DOMICILIAR
1. Instituição proponente: Secretaria de Estado de Saúde DF (SES)
NRAD ASA SUL – Hospital Materno Infantil de Brasília. Coordenação Geral da Asa Sul.
Endereço: SGAS Av. L2 Sul Quadra 608 módulo A.
Brasília DF CNPJ: 00394700000884
2. Autores: Elaine H. de Souza, Bibiana C. Monteiro e Eduardo André V. Alves.
3. Contato:
. Telefone (61) 3445-7729
. E-mail : nradregionalsul@gmail.com
4. Eixo I : Gestão da Atenção Domiciliar
5. Tema principal: Matriciamento – uma ferramenta de trabalho interdisciplinar.
6. Título do Trabalho: Matriciamento pediátrico na A.D. do Distrito Federal.
7. Resumo estruturado
INTRODUÇÃO
O Distrito Federal apresenta um modelo de atenção domiciliar, que se aproxima ao estabelecido pelo Programa de Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde-Melhor em Casa¹, ², ³, 4 descrito na Portaria nº 2527/GM/MS de 27 de outubro de 2011. O objetivo do programa consiste em promover atenção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integração às redes de atenção à saúde. Os pacientes incluídos no Programa do DF são classificados nas modalidades AD1, AD2 ou AD3. A modalidade AD1 destina-se aos usuários que possuem problemas de saúde controlados e que ainda necessitam de cuidados de menor complexidade. A prestação da assistência nessa modalidade é de responsabilidade das equipes de atenção básica. As modalidades AD2 e AD3, de responsabilidade do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD), destinam-se aos usuários que possuam problemas de saúde de
maior complexidade, que demandam atendimento contínuo e que possuam dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma unidade de saúde.
Atualmente, existem 15 NRADs que atendem uma área territorial de 5.779,99 Km² e uma população de 2.570.160 habitantes (densidade demográfica de 444,07 hab/Km²). O Distrito Federal se divide em 7 Regiões de Saúde, que varia de 182.561 a 683.215 habitantes por cada região5.
O presente trabalho foi desenvolvido no período de março de 2012 a janeiro de 2013, envolvendo todas as equipes dos NRADs, beneficiando o total de 30 crianças (de 0 a 12 anos), cadastradas no Programa de Atenção Domiciliar da SES –DF.
OBJETIVO
Apresentar uma possibilidade de assistência domiciliar inovadora baseada numa organização de metodologia de trabalho interdisciplinar em saúde, que envolva uma equipe de referência e apoio matricial.
METODOLOGIA
O NRAD Asa Sul pertence à Diretoria de Atenção Primária à Saúde (DIRAPS) e se encontra fisicamente inserido dentro de um hospital essencialmente materno-infantil (Hospital Materno Infantil de Brasília – HMIB). Devido a isso, o Núcleo foi concebido com a ideia de atender ao público da faixa etária pediátrica, pois é o único a possuir o médico pediatra compondo a sua equipe. Em geral, as patologias prevalentes são pneumopatias, cardiopatias e encefalopatias crônicas associadas às condições clínicas, que exijam maior recurso de saúde. O NRAD Asa Sul, além de abranger sua população adstrita, oferece suporte clínico especializado às equipes mais próximas com visitas domiciliares regulares ou quando acionado. A visita é realizada juntamente com outro profissional da equipe do NRAD ao qual o paciente pertence e oferece orientações adicionais. Nas demais regiões mais distantes, devido à dificuldade de se estabelecer uma logística de atendimento adequada, realiza-se o modelo de matriciamento6, que consiste em oferecer orientação especializada, nesse caso pediátrica, para que a equipe de referência do NRAD local obtenha o empoderamento e maior autonomia, possibilitando realizar-se clínica ampliada e interação interdisciplinar e assim, estabelecer uma relação horizontal entre os serviços. Há de se ressaltar, que a equipe de referência permanece responsável pela condução dos casos dos seus pacientes, mesmo recebendo esse apoio matricial.
A linha de cuidado é desenvolvida, a partir da inclusão da criança no NRAD de referência. O matriciamento é feito mediante contato prévio, após a análise do caso e avaliação de risco. Quando é necessário realizar uma visita domiciliar, é acordado com a equipe um agendamento. A primeira visita deve ser iniciada no NRAD de referência, idealmente, com a presença de todos os profissionais que fazem parte da equipe para descrição do caso e, posteriormente, visita domiciliar conjunta e discussão do plano terapêutico do paciente.
Além do fluxo de atendimento entre as equipes dos NRADs, é previsto um fluxo de Atenção Domiciliar com os demais pontos de atenção, em que são fornecidos encaminhamentos para o pronto atendimento e ambulatório de especialidades médicas, conforme a necessidade, porém ainda não ocorre a contento, pois não foi pactuado um modelo de fluxo neste nível de atenção. Outro ponto de dissonância, que deve ser registrado é que não se dispõe de transporte sanitário para os eventuais deslocamentos do paciente para atendimento médico externo, exceto para os atendimentos de emergência quando é acionado o SAMU.
CONCLUSÃO
O NRAD Asa Sul é uma equipe nova, de cerca de 1 ano de existência, que apresenta uma deficiência de profissionais especializados, porém com o trabalho conjunto com as demais equipes é possível ofertar um atendimento satisfatório. Acredita-se que com o aprimoramento e a proposta do modelo de matriciamento será possível chegar a um nível de atenção de excelência e assim, oferecer um modelo de assistência à saúde que se aproxime do ideal, tanto para o sistema de saúde como para o usuário e sua família, melhorando sua qualidade de vida.
BIBILOGRAFIA
1. Portaria n° 2527/GM/MS, de 27 de outubro de 2011.
2. Portaria n° 276/SAS/ MS, de 30 de março de 2012.
3. Portaria n° 1533/GM/MS, de 16 de julho de 2012.
4. RDC Anvisa n° 11, de 26 de janeiro de 2006.
5. IBGE, Brasília-DF – DATASUS 2010.
6. Campos GWS, Domitti AC. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, fev. 2007.

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